Lei protege os pequenos, diz Bonilha
Para o vereador Orlando Bonilha (PL), co-autor da lei municipal 10.092 de dezembro do ano passado, esta legislação irá proteger os pequenos empreendimentos instalados na cidade. A lei afirma que dentro do perímetro - que abrange partes das zonas Norte, Oeste e Sul e todo o centro - somente poderá se instalar, após a aprovação do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), supermercados com área de venda menor que 1,5 mil metros quadrados e lojas de materiais de construção/home center com área de venda menor que 500 metros quadrados.
Conforme a lei, empreendimentos considerados pólos geradores de tráfego ou pólos geradores de ruídos que ofereçam risco ambiental e demandem adequações na infra-estrutura urbana mediante o EIV devem ser devidamente analisados e aprovados pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). ''Liberar a instalação de grandes empreendimentos em parte do perímetro urbano não é justo com os pequenos e médios empresários que vivem em Londrina há mais de 30 anos. Estamos preservando quem começou na cidade, os grandes são bem-vindos, mas fora do perímetro urbano'', salientou.
O vereador acrescentou que se sente um ''exemplo vivo'' da prática predatória das grandes redes. Há alguns anos ele tinha vários açougues, instalados em diversas regiões da cidade mas, o seu empreendimento acabou sendo engolido pelos grandes. Sobre o caso específico do Grupo Évora, Bonilha entende que a Câmara não pode abrir exceções e sugerir a mudança da lei. ''Acredito que no caso do Com-Tour a ampliação será liberada porque aquela construção já existe há muitos anos. Eles (Grupo Évora) têm direito adquirido'', observou.
Questionado se a lei não barraria novos investimentos na cidade, Bonilha disse apenas não ser contrário aos grandes empreendimentos. ''São bem-vindos, mas não podemos prejudicar quem vive aqui e ajudou a construir a cidade'', disse. Também perguntado porque a Zona Leste ficou de fora do perímetro definido pela lei, o vereador disse ser favorável que a região seja incluída na legislação. Ele ''vê com bons olhos'' a ampliação da área para ''salvar e resguardar'' a região. (F.M.)





