Brasília - Mesmo com o desejo do governo interino de ter a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 aprovada dentro do prazo, que se encerra nesta semana, o Congresso só deverá votá-la a partir de agosto, de acordo com o relator da matéria, senador Wellington Fagundes (PR-MT). Diante deste cenário, o governo trabalha para aprovar o projeto pelo menos na Comissão Mista de Orçamento, amanhã, como forma de sinalizar positivamente para o mercado financeiro e para os investidores que o Palácio do Planalto está comprometido com a recuperação do crescimento econômico do País. A LDO reúne as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro do ano seguinte.
Um dos motivos para dificultar a votação da proposta é a eleição para presidente da Câmara, marcada também para amanhã. Assim, a expectativa é que o texto seja analisado na comissão, mas só seja votado pelo Congresso depois do recesso branco. Pela legislação, no entanto, sem votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, os parlamentares não poderiam sair oficialmente de férias.
De acordo com o relator da proposta, senador Wellington Fagundes (PR-MT), o presidente interino, Michel Temer, pediu a ele, no fim de semana, que apresentasse seu parecer dentro do prazo para viabilizar a votação da matéria na comissão ainda nesta semana.
Fagundes contou também que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se comprometeu a convocar uma sessão do Congresso para analisar a medida tão logo ela seja aprovada pela CMO.
Renan já anunciou que o Senado entrará em recesso, mesmo sem a aprovação da LDO, a partir de quinta-feira e só retomará os trabalhos em 2 de agosto. "Por isso que eu digo que temos uma situação excepcional porque a crise política está influenciando na crise econômica. Fica difícil resolver uma sem resolver a outra", afirmou Fagundes em entrevista para imprensa.

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