Brasília - O ministro Paulo Bernardo vê condições políticas para uma segunda fase da reforma tributária, que prevê a unificação do ICMS, avance no Congresso. ''Temos um novo Congresso eleito e acredito que a crise política tende a ser dissipada. Nós vamos ter a continuidade das investigações (dossiê Vedoin), no âmbito do Ministério Público, da Polícia Federal, e do Judiciário. Acredito que o Congresso vai ter condições de se debruçar também mais detidamente sobre essa agenda do País. Então tem todas condições de avançar bastante, se for feito um bom diálogo'', afirmou Bernardo.
De acordo com o ministro, o governo federal deverá também abrir uma frente de negociação com os governadores para fazer a matéria avançar. ''Tem que ser aberta uma nova rodada de conversa com eles. Certamente será preciso alguma conversa, imagino que o próprio presidente vai tomar a iniciativa de fazer isso'', afirmou.
Outra matéria que, segundo ele, vai ser prioritária é a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. ''É importante aprovar essa lei, que é uma desoneração importante para as micro e pequenas empresas, que são alguns milhões de empresas'', afirmou.
Em relação ao Orçamento, cuja tramitação está paralisada no Congresso, Bernardo afirmou que a partir de agora as negociações vão de fato começar. ''Nós vamos sentar e conversar com o relator e os líderes para ver como vai tocar isso. Temos que votar até o fim do ano. O Congresso não ia votar nada nesse período eleitoral, não tem nem emendas apresentadas ainda''.
Gestão - Bernardo explicou que a reforma da Previdência não deve ser encarada no segundo mandato do presidente Lula. O foco, segundo ele, deve continuar sendo na melhoria da gestão. ''Estamos bem adiantados no processo de modernização da gestão na Previdência Social. E isso tem dado bons resultados. Tinha projeção de déficit de R$ 45 bilhões, teve gente falando em R$ 50 bilhões, e nós vamos fechar com menos de R$ 42 bilhões, provavelmente mais perto de R$ 41 bilhões de déficit'', afirmou.

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