Mais de 1.500 vagas no comércio poderão ser criadas se três empreendimentos previstos conseguirem se implantar. Segundo Marcelo Mafra, diretor do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), todos já têm terrenos.
O grupo varejista Angeloni, de Criciúma (SC), quer se instalar na Avenida Madre Leonia Milito, onde ficava a antiga Copralon. O Destro Macroatacado, de Cascavel, comprou uma área na PR-445, em frente à Faculdades Pitágoras. Já o Supermercado Condor adquiriu um terreno na Avenida Faria Lima.
Todos, no entanto, dependem da aprovação do projeto de lei 161/2011. A proposta revoga a lei 9.869/05, apelidada de Lei da Muralha, segundo a qual só podem se instalar, num determinado quadrilátero da cidade, supermercados com menos de 1.500 metros quadrados (área de venda) e lojas de material de construção, com menos de 500 metros quadrados.
O projeto, que deve entrar em votação na Câmara nas próximas semanas, recebeu pareceres favoráveis de órgãos e entidades como a Acil, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), a Secretaria de Obras, e o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma). Porém, as entidades que representam supermercados em Londrina (Ales) e no Paraná (Apras) são contrárias.
João Destro, dono da Destro Macroatacado, mostra-se desanimado em investir em Londrina, apesar de ter o terreno. ''Parece que Londrina tem donos que fazem o que querem'', reclamou. ''Eu nunca vi isso'', disse, em alusão à Lei da Muralha. Destro também está decepcionado com a demora da Prefeitura em dar resposta ao seu pedido de isenção de impostos, como prevê a legislação municipal. Ele disse ter formalizou esse pleito há cerca de 60 dias. ''Até hoje não me deram resposta'', diz. O empresário não detalhou o empreendimento, mas afirmou ser ''algo completo'' que geraria cerca de mil empregos.
O presidente da Codel, Rubens Bento, disse que o pedido não foi protocolado no órgão. E que, para conceder isenção de ISS e IPTU a empresas (a lei permite esse benefício por 10 anos), é preciso aprovar antes um projeto de lei na Câmara.
A FOLHA não conseguiu entrevistar representantes do Supermercado Condor, nem do Grupo Angeloni. A assessoria deste último informou que o empreendimento será um ''supercenter''. Na verdade, um supermercado com 25 lojas de apoio e área de alimentação para 320 lugares, com 600 vagas de estacionamento. A área construída será de 25 mil metros quadrados, com investimentos previsto em R$ 60 milhões e geração de 420 empregos. (N.B.)

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