Lei de Lula dará incentivo a software
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Agência Estado 
Brasília - O governo estuda conceder incentivos fiscais para as empresas de software e para três setores exportadores afetados pelo câmbio: têxteis, móveis e calçados. Foi o que informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Essas medidas poderão integrar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o ministro, o reajuste do salário mínimo, que ficou acima do esperado pela área técnica, obrigará a que algumas medidas de desoneração tributária sejam adiadas ou tenham seu alcance reduzido. É o caso, por exemplo, da lista de 50 bens de capital que teriam sua alíquota do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) reduzida a zero. Ela começou como franca favorita a ingressar no PAC, mas agora corre o risco de não ser adotada em 2007.
Diante das dificuldades, disse Furlan, está-se aplicando a Lei de Lula. A Lei de Lula diz que não se perde aquilo que não se tem, explicou. Ou seja, têm mais chances de entrar no PAC medidas que cortem tributos sobre empreendimentos e setores novos, sobre os quais a Receita Federal ainda não arrecada. É com esse argumento que a equipe de Furlan tenta dobrar as resistências da Receita Federal e emplacar o incentivo ao software no PAC.
Furlan disse que novos incentivos ao setor estão adiantados, mas não informou quais são eles. No entanto, técnicos da área informaram que a tendência é permitir que as empresas transformem parte dos encargos trabalhistas - ainda não se sabe exatamente quais - em créditos que seriam usados para pagar o PIS e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Só teriam acesso a esse benefício as empresas que investissem em treinamento de mão-de-obra. Também conforme a Lei de Lula, os setores candidatos a receber os incentivos fiscais mais generosos de todo o PAC são os semicondutores e a TV digital. São setores que estão apenas começando a operar no País, por isso a renúncia de arrecadação neles não causaria grandes estragos na Receita Federal.


