Mais um capítulo do impasse entre empresários, representantes de entidades, arquitetos e engenheiros e vereadores sobre a Lei da Muralha ocorreu na manhã de hoje (24) na Câmara de Londrina. A lei impede a construção de grandes supermercados em um quadrilátero que se estende por quase todo o município. O encontro foi convocado pelo vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, vereador Joel Garcia (PP).

A lei foi bastante criticada pelos presentes, mesmo com as argumentações de Garcia, que entregou aos participantes cópias de leis semelhantes a de Londrina já existentes em outras cidades. Ele afirmou que supermercadistas fizeram "altíssimos investimentos" em lojas de pequeno porte e que as acusações de que a Casa estivesse beneficiando grupos ecônomicos são "infundadas".

Para a arquiteta e presidente do Conselho Municipal da Cidade (CMC), Margareth Pongelupe, o Plano Diretor de Londrina é suficiente para que um estabelecimento pode ser implantado em um determinado local. ''É o remédio certo para a pessoa certa'', comparou.

Ao final da reunião, os participantes decidiram pedir ao Executivo um tempo maior para discutir o assunto, antes da votação do projeto de lei 458/2002, enviado ao Legislativo pelo prefeito Barbosa Neto (PDT), que amplia as restrições da Lei da Muralha para os shoppings centers.

Dos nove parlamentares que discursaram hoje na Câmara, apenas Ivo de Bassi (PTB) e o novo líder do Executivo, Jairo Tamura (PSB) defenderam a Lei da Muralha. Segundo Bassi, "todos têm seu espaços fora do quadrilátero". Mais cauteloso, Tamuro aifrmou que "precisamos planejar a cidade".

Roberto Fu disse que em todos os municípios do Paraná onde foram implantadas leis parecidas com a Muralha, elas já foram revogadas. Para ele, o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) já é suficiente para proteger a cidade dos impactos de novos empreendimentos.

(Com informações do repórter Nelson Bortolin)

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