Warren NabucoBuscando soluçãoVereadores e representantes de entidades discutiram o problema na reunião de ontem, na CâmaraA Câmara de Vereadores pretende criar uma lei estabelecendo garantias em favor dos comerciários na questão da flexibilização do horário de funcionamento do comércio de Londrina, que está sendo discutida.
Os principais entraves verificados para se chegar a um consenso sobre os horários de abertura e fechamento das lojas é o desrespeito da jornada de trabalho e o descumprimento do pagamento de horas-extras por parte de alguns comerciantes da cidade.
O problema foi apontado ontem pelo presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina, José Lima do Nascimento, durante reunião na Câmara entre vereadores e representantes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Sindicato dos Empregados.
‘‘Não dá para concordar com a flexibilização do horário de funcionamento do comércio de Londrina sabendo de antemão que os patrões não vão cumprir os acordos, principalmente porque o Ministério do Trabalho dispõe de poucos fiscais para fazer as autuações’’, disse Nascimento. O sindicalista deve convocar uma assembléia com os comerciários no próximo mês para discutir o assunto.
O vereador Tercílio Turini (PSDB), que no mês passado encaminhou proposta para a abertura das lojas até às 18 horas num sábado por mês, pediu a Nascimento que encaminhe à Câmara uma proposta do Sindicato relacionando as garantias que ‘‘julgar necessário para conter o descumprimento do acordo por parte dos comerciantes’’. Turini espera levar o assunto a plenário até o início de abril. A atual convenção coletiva do comércio vigora até dia 30 de abril.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, Igarassu Louzada, salientou que defende a flexibilização do horário e não o aumento da jornada de trabalho dos funcionários. ‘‘Isso pode ser contornado através de escalas de trabalho’’, disse. O sindicato patronal propõe a mudança no horário de funcionamento do comércio nas semanas que antecedem datas comemorativas.
A proposta inicial do sindicato patronal é o funcionamento das suas lojas associadas entre 9 e 20 horas nos dias úteis da semana que antecede datas ‘‘fortes’’ de resultados como Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais.‘‘Para não atrapalhar a vida dos funcionários que estudam à noite, os comerciantes podem fazer turnos que iriam das 8 às 18, das 9 às 19 e das 10 às 20 horas’’, sugere Louzada.

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