Legislação é válida para sociedades anônimas e limitadas
''As empresas estão sinalizando que vão expandir mais forte no segundo semestre, quando se gera mais caixa, para concluir os investimentos previstos, afetando menos os resultados. Por um lado, há uma geração de caixa maior nesse período do ano, mas, por outro, há elevação das despesas'', diz Alan Cardoso, da Ágora Corretora. O analista da Fator Corretora, Renato Prado, acrescenta que a estratégia das companhias de abrir filiais com área de venda menor reduz ''o tempo de maturação das lojas'', compensando, em parte, os efeitos das despesas pré-operacionais. ''O mercado está olhando se a loja está sendo aberta em um local adequado e no formato correto, o que proporciona atingir uma eficiência rápida'', diz.
O sócio-diretor da área de tributos da BDO, Ricardo Bonfá, lembra que a nova legislação contábil é válida para sociedades anônimas e limitadas de grande porte, com ativo total superior a R$ 240 milhões, ou com receita bruta acima de R$ 300 milhões. Ele ressalta que apenas quando a empresa registrar prejuízo, pela aceleração dos investimentos, poderá recuperar, no aspecto fiscal, até 30% das despesas com inaugurações no exercício subsequente. ''Se virar um prejuízo, pode ser compensado no ano seguinte. Caso a empresa tenha lucro, haverá redução no lucro, sem recuperação das despesas'', afirma.





