Legalidade e segurança para pequenos negócios
O vendedor ambulante Leandro Catelli Pizani, 39 anos, comemora a possibilidade de legalizar a atividade. Há 20 anos ele comercializa doces e salgadinhos, transitando por escritórios, cartórios e lojas. Durante este tempo de vendas, a formalização era um pensamento a longo prazo. Era muito caro e havia muita burocracia, descreve. O ambulante destaca que o ponto mais positivo do novo modelo do Simples Nacional é garantir ao microempreendedor o direito a benefícios previdenciários e de aposentadoria.
Meu doce não engorda, mas estufa, anuncia o vendedor aos clientes, que logo retrucam dizendo: Chegou o puro creme. Leandro passou a ser conhecido pelo apelido de Puro Creme, devido a criação de um doce feito a base de coco e leite Ninho. Faz o maior sucesso entre os meus clientes. Catelli diz que estava preocupado com a aposentaria, já que nunca recolheu tributos. Agora vou poder dormir mais tranquilo, diz.
Ele comemora também o direito a outros benefícios como o auxílio-acidente. Com duas filhas uma com 17 e outra com 10 anos , o vendedor considera importante ter algum tipo de proteção para sua família. É bom amparar minha família de alguma maneira, fala. Catelli diz que paga prestação da casa popular e tem um carro, um Vectra movido a gás. Quando comecei, carregava a caixa de doce nas costas. Com meu carro, consegui mais clientes.
Atualmente, o vendedor atende cerca de 100 consumidores por mês, com um faturamento mensal aproximado de R$ 2 mil. Agora vou poder vender para grandes empresas, fornecer nota fiscal, participar de concorrência, lembra, já pensando em ampliar negócios. (E.P.F.)





