Curitiba - O volume de investimentos da Leão Junior para este ano será 83% maior que em 2006 e deverá atingir a cifra de R$ 16,5 milhões, que virão do caixa da própria companhia. A empresa é a maior fabricante nacional do setor de chás e possui fábricas em Curitiba, no Rio de Janeiro e no município de Fernandes Pinheiro (PR).
Na área de marketing, publicidade e desenvolvimento de produtos os investimentos devem saltar de R$ 6 milhões para R$ 9 milhões neste ano. Os recursos para as áreas industrial, comercial e de informática passam de R$ 3 milhões para R$ 7,5 milhões. Inicialmente, a companhia tinha um orçamento de R$ 5 milhões para estes três últimos setores mas, com a venda para a multinacional Coca-Cola, houve uma revisão de 50% no valor.
A empresa também pretende manter a linha de chás secos. ''A linha seca não está a venda'', disse o diretor geral da companhia, Renato Barcellos Guimarães. A marca é líder neste segmento, que movimenta R$ 250 milhões por ano no País, com 65,5% de participação em volume. Esta área responde por 55% do faturamento da companhia.
A Leão também pretende aumentar a capacidade de produção da fábrica do Rio de Janeiro em 50%. Esta unidade é responsável pela fabricação de chás prontos para o consumo e estava com 60% de ociosidade em 2005 pela falta de agressividade na venda da linha líquida. Hoje, este porcentual caiu para 35%. A partir de setembro de 2008, a produção desta fábrica vai aumentar o volume de produção com a compra de uma máquina de envase no valor de US$ 1 milhão.
Em chás líquidos, a Leão tem 46% de participação em volume. Junto com a Coca-Cola a participação chega a 70% neste segmento, o que levou a Pespi a entrar com questionamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Guimarães anunciou, na última quarta-feira, que a fábrica da Capital responsável pela produção de chás secos deve mudar de endereço, processo que deve ser concluído até 20 de março de 2009. A companhia não cogita transferir a fábrica para outro Estado porque todos os fornecedores da linha seca estão no Sul do Brasil, no Paraná há mão-de-obra especializada e os custos de manter a fábrica na Capital são mais baratos. A decisão da mudança de local fica a cargo do Conselho de Administração da multinacional. Hoje, a empresa ocupa duas edificações em Curitiba, uma com 10 mil metros quadrados e outra com 17 mil metros quadrados, que não foram incluídos na negociação com a Coca-Cola. O museu do mate continua pertencendo à família Leão.
A empresa também investiu no quadro de pessoal. Desde o final do ano passado até agora, o número total de funcionários passou de 840 para 920. Neste ano, a empresa também lançou o mate sabor amêndoas, o laranja, cravo e canela, e o chá verde sabor maracujá. Nos próximos dias, deve chegar ao varejo a embalagem econômica com cinco sachês ao custo de R$ 0,60 para o consumidor final.

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