''A importância da Indústria do Entretenimento e Lazer para o Desenvolvimento Regional'', foi a última palestra do 1º Londrieconomia encerrado ontem, no Crystal Palace Hotel. O tema foi abordado pelo presidente do Parque da Mônica, Francisco Lopes, que também é vice-presidente do Sindicato dos Parques Temáticos e Atrações Turísticas. Segundo ele, qualquer região do País pode receber esse tipo de investimento desde que haja interesse dos setores público e privado.
Conforme pesquisa divulgada pela Associação das Empresas de Parques Temáticos (Adibra), para cada R$ 1 milhão aplicados nessa indústria são gerados entre 5 e 10 empregos diretos no Brasil. Para a maioria dessas pessoas é a primeira oportunidade de trabalho. ''Além de renda, capacitação profissional e arrecadação de impostos, os parques fomentam o crescimento econômico no entorno como, por exemplo, na instalação de hotéis, restaurantes, empresas de transporte, etc'', disse Lopes.
Atualmente, existem 190 empreendimentos do tipo em todo País que atraem de 25 a 30 milhões de visitantes por ano. O Parque da Mônica criado há 11 anos participa com um milhão desse total em suas duas unidades (São Paulo e Rio de Janeiro). Embora a indústria do lazer esteja em franco crescimento, Lopes afirma que ela ainda é incipiente diante do potencial brasileiro. Seus principais adversários são a sensibilidade às oscilações macroeconômicas e a baixa renda da população. ''É graças à quantidade de empregos gerados pelo setor que o governo tem facilitado o acesso às linhas de crédito e à importação de equipamentos'', completou o executivo.
Na opinião de Maitê Uhlmann diretora-executiva do Londrina Convention & Visitors Bureau a região de Londrina tem 100% de chance de atrair investimentos nessa área porque não existe qualquer empreendimento do tipo a quilômetros de distância. De acordo com Maitê, são mais de um milhão de habitantes que, praticamente, não têm opção de lazer. ''O primeiro passo é justamente procurar informação sobre o assunto e depois aprofundar a pesquisa. Interesse privado, com certeza, há, mas vontade política depende de quem está no poder'', disse.

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