Lavanderia têxtil muda e gera oportunidades
A Dinâmica Lavanderia Industrial, em Maringá, investe há 15 anos em novas tecnologias para tornar a produção mais sustentável e atender a exigência de clientes. Sem acesso ao consumidor final, a empresa é cobrada pelas marcas que atende e que precisam corresponder às preocupações crescentes do público.
O diretor da Dinâmica, Luiz Eduardo Borin Gonçalves, conta que a redução no consumo de água se deu principalmente pela automação do processo de lavagem, que conta os litros por quilo de roupa, e pelo uso de ozônio e laser no processo, que substituem os produtos químicos. "O uso de água cai quase a zero, não tem resíduos e diminui o consumo energético, já que não precisa secar nem centrifugar", conta.
Outra diferença foi a criação de um centro para recebimento de restos de madeira usada na construção civil, na indústria de móveis e em embalagens de peças de caminhão. A técnica praticamente eliminou o uso do material de reflorestamento nas caldeiras. Assim, ainda cuidam do uso de resíduos de terceiros.
Com a sustentabilidade vieram a Certificação de Fornecedores ABVTEX, necessária para empresas exportadoras, e novos clientes. Com isso, a empresa tem crescido uma média anual de 10% desde 2008.
Gonçalves, no entanto, ainda não sentiu redução nos custos porque a tecnologia é importada. "Mas temos impacto social com a diminuição do esforço repetitivo do trabalhador", conta. Em um futuro próximo, ele acredita que poucas pessoas se interessarão por esse tipo de serviço, o que dificultará o acesso à mão de obra e elevará os custos dos concorrentes. "É preciso entender que há preocupação ambiental, mas que a social, com o ser humano, é importante", afirma o diretor da Dinâmica. (F.G.)





