Lavanderia londrinense ganha prêmios de qualidade
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sábado, 18 de dezembro de 2004
Karla Matida<br> Reportagem Local 
Ainda comemorando a conquista, pelo segundo ano consecutivo, do Prêmio Qualidade Brasil, entregue no início deste mês em São Paulo, o empresário Laércio João Rockenbach, da lavanderia londrinense Clarear Beneficiamento de Confecções já está com a viagem marcada para receber um novo troféu. Desta vez, a boa notícia vem da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História, que na próxima segunda-feira, dia 20, entregará à Clarear um ''diploma no grau cavalheiresco de comendador'', um nome pomposo para atestar a qualidade da empresa.
Para Rockenbach é sempre uma surpresa receber prêmios assim. ''Mas também um voto de louvor para Londrina'', diz o empresário, que divide com a cidade as suas conquistas. Com 18 anos, a Clarear chega à maioridade com respaldo não só com a badalação dos prêmios paulistanos, mas também com o respeito da clientela.
Indústria da transformação, a Clarear recebe o jeans bruto das confecções calças, jeans, camisas, saias e depois de lavagens diferenciadas, entrega um produto totalmente modificado. O mesmo acontece quando o pedido é para tingir as peças. Duzentos funcionários diretos se movimentam entre lavadoras, secadoras e ferros de passar para dar conta de 250 mil peças por mês.
''Trabalhamos com grifes do Brasil inteiro'', conta Rockenbach, que cita nomes como M.Officer e Siberian. ''Não somos das maiores lavanderias, mas temos conquistas lá fora com um bom nome com qualidade'', explica o empresário. Secretário do Sindicato do Vestuário do Paraná (Sivepar), Rockenbach lembra que ''a cidade está se destacando no vestuário''. ''Estou muito envolvido para fazer a moda crescer por aqui. Só falta mais união das empresas para fortalecer'', avisa.
Mas não é de hoje que o empresário vem acreditando no setor de confecções. Quando se mudou de Toledo para Londrina era agente de pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e logo percebeu a brecha no mercado para abrir a Clarear. ''Entrei de curioso no negócio e aprendi de correr atrás'', lembra.
No último ano, a Clarear investiu cerca de R$ 2 milhões na compra de maquinário, na construção de novas instalações para o show-room e o laboratório. ''Não tenho medo do mercado, tenho sangue empreendedor e não consigo ficar parado'', conta Rockenbach.
Além do sindicato, o empresário também está envolvido com o projeto de formação de mão-de-obra para lavanderia. ''Lá fora, usam máquinas. Mas por aqui, os funcionários fazem coisas que os robôs não conseguem. Por isso as peças ficam parecidas, mas não iguais, o que é um diferencial brasileiro'', explica o empresário.


