Laudos preliminares animam governo
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terça-feira, 01 de novembro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, lançou ontem a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, otimista em relação aos resultados das análises das amostras enviadas para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), que até agora não confirmaram a doença no Paraná. Apesar de ter sido constatado algum tipo de reação positiva em 66 das 732 amostras, os dados não são conclusivos. A reação positiva, segundo ele, pode ter se dado em razão dos animais serem vacinados e as amostras estão sendo submetidas a exames mais apurados.
O lançamento da campanha aconteceu em uma propriedade da localidade de Avencal, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O município tem o maior rebanho da região, com cerca de 13 mil cabeças de gado.
O superintendente do ministério da Agricultura no Paraná, Valmir Kowaleski, reforçou que os resultados divulgados até agora são preliminares e qualitativos para indicar a necessidade de proceder ou não outros exames.
Pessuti se queixou da demora no envio dos laudos para a Secretaria, já que eles teriam sido concluídos no dia 27. Kowaleski negou que tenha havido falha de comunicação. Disse que foi feriado na última sexta-feira e os servidores do Ministério da Agricultura, em Brasília, só retomaram o expediente anteontem.
Sobre a campanha de vacinação, Pessuti esclareceu que nos quatro municípios considerados de risco sanitário Maringá, Loanda, Grandes Rios e Amaporã e nas cidades vizinhas, a imunização não será realizada agora. Isso porque caso haja confirmação da aftosa, será necessário fazer exames sorológicos em todos os animais e a vacina pode mascarar o resultado.
A expectativa, segundo Pessuti, é de que a segunda etapa da vacinação contra a aftosa atinja 100% do rebanho, pois diante da suspeita da doença a motivação dos criadores em garantir a proteção de seus rebanhos é maior.
Pessuti informou, ainda, que na reunião realizada em Ponta Grossa foi reforçada a orientação para que os produtores de leite façam a pasteurização nas indústrias da própria região para reduzir as perdas e garantir o acesso do produto nos mercados de São Paulo e Santa Catarina.
O coordenador de Produção Leiteira da Castrolanda, Rogério Wolf, disse que a expectativa das cooperativas é de que, com a publicação da Instrução Normativa nº 34, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Secretaria de Agricultura de São Paulo libere a entrada do leite paranaense.
Deputados da Comissão de Agricultura na Câmara Federal reuniram-se, ontem, com o embaixador do Paraguai no Brasil, Luís Gonzalez Arias, para discutir o problemas da fiscalização nas fronteiras. Segundo o deputado federal Abelardo Lupion (PFL), que integra a comissão, ficou acertado que parlamentares dos dois países deverão definir estratégias para a fiscalização na faixa de 50 quilômetros de fronteira nos lados paraguaio e brasileiro e, inclusive, instituir novas legislações, se for necessário.


