Latino-americanos debatem no Chile a globalização
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quinta-feira, 16 de agosto de 2001
Das agências<BR>De Santiago 
Chanceleres de 19 países do Grupo do Rio deram início ontem à primeira das quatro sessões de trabalho previstas, no salão das Artes da Estação Mapocho, em Santiago, na véspera da 15 Reunião de Cúpula Presidencial. Os chanceleres estudarão hoje o documento de trabalho preparado ontem pelos técnicos e que será discutido até amanhã pelos chefes de Estado. O documento resultante dessas deliberações será a base da ''Declaração de Santiago'', que os mandatários assinarão ao meio-dia de sábado.
Os principais temas que constam na agenda são o alcance da sociedade de informação, os efeitos da globalização e o financiamento ao desenvolvimento. Também serão discutidos, como agenda privada, temas como a crise econômica na região e o Plano Colômbia, de luta contra o narcotráfico, assinalaram funcionários da chancelaria chilena.
Nascido como um instrumento para impulsionar a paz na América Central, que foi um dos epicentros da Guerra Fria, o Grupo do Rio (G-Rio), que hoje e amanhã realizam sua 14 Cúpula em Santiago do Chile, é o aparelho de consulta e acordo político mais importante da América Latina.
O mecanismo foi impulsionado na década dos 80 pelos então presidentes Belisario Betancur (Colômbia), Miguel de la Madrid (México), Ricardo de la Espriella (Panamá), Luis Herrera Campins e Jaime Lusinchi (Venezuela), que criaram o Grupo de Contadora para promover a reconciliação no istmo centro-americano.
Os quatro países receberam logo o apoio dos então presidentes da Argentina, Raúl Alfonsín; Brasil, José Sarney; Peru, Alan García, e do Uruguai, Julio María Sanguinetti, constituindo assim o G-Rio, ao qual aderiram sucessivamente outros países latino-americanos.
Atualmente são membros de pleno direito Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana que ocupa o posto rotativo correspondente aos membros da Comunidade do Caribe (Caricom) , Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
Também se ligam ao mecanismo grupos subregionais como o Sistema Centro-americano de Integração (Sica, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Nicarágua), a Comunidade Andina de Nações (CAN, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).
Desde sua constituição, o G-Rio se definiu como um mecanismo informal que não tem sede permanente nem gera burocracia, e no qual se debatem e se coordenam as posições que os países da região apresentam em foruns multilaterais como a Cúpula das Américas.
Sua administração está a cargo de uma secretaria pro-tempore que troca anualmente os seus e que apóia seu trabalho, constituída por três países: o que se encarrega da coordenação, o que a exerceu no ano anterior e o que a assumirá no período seguinte.


