São Paulo - O desempenho do mercado de latas de alumínio no Brasil em 2003 dependerá, basicamente, da evolução do câmbio. A expectativa era de que, com uma taxa em torno de R$ 3,00, o mercado poderia crescer até 10%. A manutenção da taxa nos níveis atuais, entre R$ 3,40 e R$ 3,50, pode inviabilizar qualquer crescimento. A previsão é do presidente da Latasa, José Carlos Martins.
As vendas totais de latas no Brasil somaram 10,6 bilhões de unidades no ano passado, um crescimento de apenas 1% sobre 2001, resultado da estabilidade do mercado de cerveja e do crescimento entre 2% e 3% do mercado de refrigerantes. ''As principais influências foram o clima ruim no primeiro trimestre e, posteriormente, a instabilidade cambial, que afetou muito a competitividade da lata no Brasil e, mais acentuadamente, na Argentina'', afirma Martins.
Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), a produção de latas de alumínio em 2002 foi de 9,9 bilhões de unidades. A produção de latas de aço, por sua vez, ficou em torno de 500 milhões de unidades. As latas respondem por aproximadamente 30% do mercado de cervejas e 10% dos refrigerantes vendidos no País.
A empresa fechou 2002 com faturamento consolidado de R$ 1,6 bilhão e lucro líquido de R$ 235 milhões - desempenho fortemente afetado pelos negócios da Argentina. Segundo o executivo, a expectativa de elevar o faturamento ajudou a empresa a manter a decisão de construir uma nova fábrica em Manaus, no Amazonas, em 2003. A nova unidade vai exigir investimentos da ordem de R$ 70 milhões e terá capacidade para produzir 400 milhões de unidades.
No ano passado, a empresa, que tem capacidade para produzir 7,2 milhões de latas por ano, investiu R$ 224 milhões na construção de duas novas fábricas - em Viamão (RS) e Gama (DF) -, que já estão em operação desde julho e novembro passado, respectivamente. A Latasa também investiu na expansão da capacidade de produção de tampas em Recife.

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