Curitiba - O Largo da Ordem, no Centro Histórico da Capital, é um dos cartões-postais mais visitados aos domingos de manhã tanto por moradores quanto turistas. Uma vez por semana, um mar de gente se reúne na Feira de Artes e Artesanato para comprar artigos de diversos tamanhos e matérias-primas, de cerca de 900 expositores que atendem a todos os gostos, bolsos e necessidades. Em cada barraca, uma trajetória. Há opções em larga escala para decorar a casa, encontrar bons presentes para crianças e adultos, fazer uma boquinha, garimpar artigos inusitados, além de aproveitar uma atmosfera única cercada pelas edificações mais antigas da cidade, datadas desde o século XVIII.
A frequentadora Roberta Bernine gosta de chegar cedo para aproveitar a feira em todos os detalhes. Segundo a relações públicas que há três anos vai praticamente quase todos os domingos ao local, o trânsito entre as barracas é intenso e fica difícil andar após as 11 horas. A dica é chegar cedo. No roteiro dela estão incluídas as empanadas, uma boa olhada nos quadros, procura por novidades e se algum amigo fizer aniversário naquela semana, o presente também já será escolhido. ''Aqui é mais barato que nas lojas e como tem muita variedade, fica fácil personalizar o presente. O ambiente também é gostoso, com muitos restaurantes e bares para relaxar depois das compras'', indica.
Quem estiver interessado em roupas (de todos os tamanhos e tipos) vai encontrar de algodão, linho, lã, tricot, crochê e até de bambu. A turma do ecologicamente correto vende peças de um tecido especial (uma viscose, bem macio e confortável) produzido a partir de fibras de bambu que em oito anos é completamente absorvido pela natureza. São blusas, vestidos, macacões e calças que saem entre R$ 45 e R$ 115. Na linha natureba ainda tem bijouterias feitas de coco, trançados de palha, objetos com aplicações de sementes e grãos, incensos caseiros com extratos naturais, enfim, um sem-número de peças que pode levar à loucura o consumidor.
A feira pode ser o local das compras para o enxoval do bebê. Há bordadeiras e costureiras que aceitam encomendas caso o artigo exposto não seja do tamanho ou cor desejados. A futura mamãe corre o risco de querer levar tudo o que vê pela frente para casa. São bibelôs, brinquedos, abajures, caixas decoradas para guardar qualquer tipo de objeto e muita roupa de cama. A artesã Leda Scalco que trabalha há 22 anos na feira junto com o marido, especializou a confecção da família em artigos para recém-nascidos. O conjunto para berço de seis peças com aplicações à mão custa R$ 590. O kit de algodão contém um edredon, rolinho para berço, trocador, duas laterais de berço e uma cabeceira.
Em frente à barraca dos bebês, está o pessoal da comunidade Doze Tribos com o trabalho de velas artesanais aromatizadas. As unidades são feitas uma a uma em parafina ou cera de abelha. O saldo das vendas é revertido para a comunidade, de filosofia alternativa de vida, voltada para a natureza, bem-estar e religiosa. Há velas com 30, 40 e 60 horas de duração. Todas são trabalhadas com óleo essencial produzido naturalmente pelos artesãos e são flutuantes. Aquelas que parecem mini flores (e muito cheirosas) saem por R$ 3, mas 4 ficam por R$ 10. O abajur em parafina, já com lâmpada é vendido por R$ 40. Há opções entre R$ 5 e R$ 8.

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