O diretor de Citricultura da Sociedade Rural Brasileira, Júlio César de Queirós, disse ontem em Araraquara que o setor deverá ter sobrando nos pomares este ano pelo menos 80 milhões de caixas de laranja que não deverão ser absorvidas nem pela indústria nem pelo mercado interno. ‘‘Se não houver quebra por condições climáticas, não há como evitar essa sobra da laranja’’, disse. - Segundo ele, a tentativa de ampliar o mercado interno tem sido frustrada porque o produtor se acostumou a esperar que alguém vá até à sua propriedade para comprar a produção. Ele acredita que existe potencial no mercado brasileiro para o consumo de 100 milhões de caixas, como já ocorreu no passado. Mas isso, segundo Queirós, só vai acontecer se houver uma campanha em conjunto entre produtor e governos municipais. ‘‘Temos exemplos de duas cidades que criaram quiosques para vender o suco da laranja e várias outras têm interesse em incluir o suco na merenda escolar. O que o setor precisa é transformar o suco numa marca tão forte e mais barata do que a Coca-Cola, por exemplo’’, disse ele, durante o I Ciclo de Debates, que está acontecendo hoje em Araraquara. (AE).

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