Os produtores de laranja da região de Paranavaí, no noroeste do Estado, esperam um faturamento 25% maior que o alcançado na safra passada, quando a cultura movimentou US$ 7,5 milhões. A colheita que começa em abril pode atingir 3,5 milhões de caixas.
O aumento na rentabilidade da laranja, comemorado pela Associação dos Citricultores do Paraná (Acipar), se deve à quebra da produção no interior de São Paulo, região que responde por 60% do volume mundial de suco. Além disso, o volume de recursos maior nesta safra se deve às geadas que destruíram as lavouras nos Estados Unidos no ano passado.
A Paraná Citrus, administrada pela Acipar, deve absorver pelo menos 3 milhões de caixas da região, que serão processadas e a maior parte exportada em forma de suco concentrado. A indústria vai receber ainda 300 mil caixas de laranja dos citricultores da região de Rolândia, no norte do estado, que entraram na atividade incentivados pela Corol. No ano passado a Paraná Citrus ficou com 100 mil caixas dos cooperados da cooperativa de Rolândia.
O presidente da Acipar, Paulo Pratinha, calcula que a caixa da fruta fresca está cotada a R$ 7,00, ou cerca de US$ 3,7. Média bem acima da registrada durante a safra nos últimos anos, quando a caixa não passava de R$ 5,00. O retorno que a cultura tem proporcionado aos produtores está incentivando a ampliação da área com laranja. Pelos cálculos de Pratinha, até o final deste ano a região Noroeste do Paraná deve ampliar a área de laranja em pelo menos mais 600 hectares. ‘‘Serão mais 200 mil mudas’’, diz ele.Arquivo FolhaLucro maiorFaturamento se deve à quebra da produção paulista e das lavouras dos EUASucursal de Maringá

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