Lançado em Curitiba seguro dirigido aos exportadores
Lançado em Curitiba seguro
dirigido aos exportadores
Em caso de inadimplência do comprador, empresa é indenizada em até 85% pela seguradora
Curitiba
Arquivo Folha
Nova opçãoFerraz de Campos, presidente da Fenaseg: custo do exportador gira em torno de 1% do valor embarcadoA Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) - primeira e única empresa a fazer seguro para exportadores no País - apresentou ontem o seu mais recente produto a um grupo de empresários da Associação Comercial do Paraná. Os exportadores podem segurar suas mercadorias com a garantia de que serão ressarcidos em caso de não-pagamento por parte dos importadores. O presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), João Elísio Ferraz de Campos, foi quem fez a exposição aos empresários.
O seguro funciona da seguinte maneira: a empresa exportadora faz o seguro e se a importadora não pagar, a SBCE cobre até 85% do prejuízo. O custo para a empresa exportadora gira em torno de 1% do valor exportado, explicou Ferraz de Campo.
Regulamentada desde novembro do ano passado, a SBCE é formada pelo Banco do Brasil, Sul América Seguros, Bradesco Seguros, Unibanco Seguros e Minas Gerais Seguradora. Todas as empresas estão unidas à Companhia Francesa de Crédito à Exportação (Coface), que tem 30% das ações. A Coface - maior empresa de seguro de exportação da França - é responsável pelo levantamento da situação das importadoras.
A SBCE tem confirmados 10 segurados e deve assinar mais 40 novos contratos nos próximos 30 dias, que somam R$ 500 mil. O primeiro contrato da SBCE no Paraná foi fechado ontem com uma empresa cujo nome e valores não foram revelados pela seguradora. A maior apólice deve ser de R$ 80 milhões. Nossa meta é cobrir 1,5% das exportações até novembro, afirmou Predrag Pancevski, da SBCE.
Uma empresa de caminhões que começará a exportar para a Venezuela fará um seguro a longo prazo, que será garantido pelo Fundo de Garantia do governo federal. O fundo tem disponível R$ 1 bilhão para as empresas exportadoras. Como este é um seguro a longo prazo, a SBCE vai apenas emitir a apólice, mas quem bancará eventuais prejuízos será o governo federal. Esse caso é uma exceção na seguradora.





