Lançado celular via satélite
Guto Rocha
De Londrina
A Sercomtel Celular e a Globalstar apresentaram ontem em Londrina a tecnologia de telefonia celular via satélite. Segundo o presidente da Globalstar do Brasil, Pedro Maisonnave, a parceria com a Sercomtel faz parte de um projeto mundial que recebeu investimentos da ordem de US$ 3 bilhões. No Brasil a empresa investiu R$ 180 milhões.
Maisonnave afirmou que a escolha pela Sercomtel para a parceria se deveu às condições técnicas da operadora. O aparelho satelital possibilita conexão automática com as redes de celular convencional e ao sistema da Globastar. O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, afirmou que o serviço é diferenciado e dirigido a um público específico.
Um dos mercados para o qual o produto será direcionado, segundo Pavan, é o do agribusiness. Muitos empresários rurais têm propriedades em localidades que o celular convencional não alcança, e com o aparelho via satélite não haverá problemas de sinal em todo o País, comentou.
Pavan explicou que o sistema utiliza uma constelação de 52 satélites de baixa órbita (1.414 km) para receber e enviar sinais. No Brasil, os sinais serão retransmitidos por três bases terrestres, conhecidas como gateway. A primeira base já está instalada em Presidente Prudente. Outras duas serão implantadas em Manaus (AM) e Petrolina (PE). Com isso, todo o território brasileiro estará coberto. O sistema cobre ainda 99% do globo terrestre, menos os dois pólos.
A Sercomtel, segundo Pavan, começa a comercializar o novo celular hoje, e está apta a prestar serviço de pós-venda. O aparelho será comercializado por R$ 3.578,00. Mas até o final de dezembro o preço promocional será de R$ 2,8 mil.
O jornalista econômica Carlos Sardenberg fez palestra durante o lançamento. O cenário econômico brasileiro para o ano 2000, segundo ele, está melhor se comparado com o ano que está acabando. Sardenberg afirmou que a economia brasileira em 1999 viveu momentos de terror. Tivemos duas fortes desvalorizações da moeda e é muito improvável que venham a se repetir no ano 2000.
O jornalista econômico observou ainda que, apesar da desvalorização do real frente ao dólar ter tornado os produtos brasileiros mais competitivos no exterior, os preços mundiais dos principais produtos de exportação do País tiveram forte queda no mercado internacional. Isso também começa a se reverter, disse.





