Lampreia nega revisão de cotas
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sábado, 01 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaLuiz Felipe Lampreia nega declarações: Houve um mal-entendidoDAVOS - O chanceler Luiz Felipe Lampreia negou ontem em Davos ter declarado que o Brasil está disposto a renegociar o sistema de cotas de importação de automóveis, que trouxe tantos benefícios ao País e que não causa danos reais a ninguém. Negou também ter marcado um encontro na Suíça com o vice-presidente da Comissão Européia, Leon Brittan, para discutir essa questão. Certamente vamos no encontrar, porque no centro de convenções de Davos todo mundo encontra todo mundo, disse. Mas não combinei nenhum encontro com ele.
Lampreia acha que houve um mal-entendido em Paris, na entrevista que deu aos jornalistas brasileiros, porque não tem a intenção de ir a Genebra e nem de renegociar nada. A única coisa que eu disse a eles é que esse regime de cotas não é um regime pétreo, perpétuo, é um regime que tem duração de um ano e que três meses antes de terminar ele pode ser revisto.
Ele confirmou ter havido uma troca de cartas com Brittan, e disse que reafirmou nela a posição do Brasil. O que se falou foi do sistema global, da questão do sistema de incentivos ao setor automotivo, e eu respondi a ele que nós não temos a intenção de modificá-lo até a sua expiração.
Quando lhe foi questionado sobre se o Brasil estaria disposto a rever o sistema, Lampreia respondeu: As cotas foram fixadas em função de uma performance histórica, nos 12 meses anteriores, de maneira que não foram sujeitas à negociação. Não houve barganha. Esse critério pode ser revisto porque o regime de cotas dura um ano e, no final, podemos revê-lo.
Mas fez questão de lembrar: O que deixei bem claro em Cingapura é que se houver panel, se iniciarem um processo litigioso contra a nossa política automotiva, imediatamente as cotas serão retiradas, para todos.


