O consumo de lâmpadas fluorescentes ou de vapor de sódio ajuda a economizar energia, mas custa caro ao meio ambiente. O Brasil ainda não tem uma legislação federal para a disposição adequada das lâmpadas econômicas, que contêm mercúrio. O vapor tóxico do mercúrio só é liberado se a lâmpada for quebrada, mas é perigoso quando inalado e contamina solo e água quando vaza nos aterros sanitários ou outros locais de deposição.
Para evitar a poluição, a melhor solução é reciclar as lâmpadas. O mercúrio pode ser integralmente recuperado e revendido a fabricantes de lâmpadas ou termômetros. É o que já faz, desde 1985, com tecnologia própria, a única empresa de reciclagem de lâmpadas fluorescentes do Brasil: a Apliquim, localizada em Paulínia, interior de São Paulo.
‘‘Começamos recuperando mercúrio de células eletrolíticas de indústrias de cloro-soda e, em 1993, iniciamos a reciclagem de lâmpadas fluorescentes usadas com uma retorta, que nós mesmos desenvolvemos’’, conta Cyro do Valle, diretor da empresa.
O mercúrio é extraído num reator termoelétrico, com um índice de recuperação de 100%. Outros materiais e substâncias presentes nas lâmpadas também são aproveitados: o sódio das lâmpadas de iluminação pública serve como reagente em processos industriais; o vidro é moído para reutilização na fabricação de esmaltes e vitrificação de lajotas e o alumínio também é recuperado e revendido.
Em 2000, foram 2 milhões de lâmpadas fluorescentes recicladas e, em 2001, a expectativa é alcançar os 3 milhões. O número ainda é pequeno, diante do mercado brasileiro de lâmpadas econômicas, que no ano passado vendeu 40 milhões de lâmpadas e este ano deve crescer bastante, em consequência da crise energética.

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