O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, pediu à classe empresarial brasileira que participe mais ativamente do processo de criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), indicando aos negociadores quais as necessidades e os interesses dos diferentes setores da economia brasileira em relação à zona hemisférica de livre comércio.
Lafer também exortou o setor privado a detectar e mostrar ao governo quais são as principais barreiras não-tarifárias que limitam a entrada de produtos brasileiros no mercado norte-americano. ‘‘Em cada etapa da negociação, os empresários têm de dar o foco à atuação do governo’’, disse o ministro. E completou: ‘‘Cabe ao setor privado nos mostrar as oportunidades de ganho e os riscos de perda com a Alca.’’
Lafer, que falou para associados e convidados da Câmara de Comércio Americana (Amcham), afirmou que, no atual estágio, ainda não se sabe que a Alca é boa ou ruim. ‘‘A área está em construção, mas seu sucesso depende do que conseguirmos dela’’, observou o ministro.
O ministro pediu aos empresários que acompanhem a negociação e que avaliem o documento resultante do encontro de Buenos Aires, que estará disponível em breve na internet. O documento tem 423 páginas e mais de mil colchetes.

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