Lacta inicia produção em abril
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
Carmem Murara De Curitiba e Agência Estado 
A Philip Morris empresa que detém o controle da Lacta informou ontem que ainda não tem definida a data em que começará a produção dos chocolates na unidade industrial de Curitiba. Mas a tendência é que a linha de produção seja ativada em abril, para que não se perca a continuidade de abastecimento do mercado. A fabricação dos produtos vai ser interrompida até o final de março numa das fábricas de São Paulo, localizada no bairro de Pinheiros. Por enquanto, a empresa concentra sua produção apenas de refrescos.
O anúncio do fechamento da fábrica paulista e posterior demissão de 350 funcionários já havia sido feito há mais de um ano, quando a Philip Morris confirmou que iria manter em Curitiba uma fábrica do setor de alimentos. O grupo tinha na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) uma unidade de produção de cigarros, fechada no final de 1998.
O barracão ocioso foi adaptado para receber a linha de produção dos refrescos e a posterior fabricação de chocolates. Na época, a Philip Morris conseguiu dilação de prazo do ICMS e financiamento para treinar funcionários.
A guerra fiscal foi relembrada ontem em São Paulo. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, defendeu que São Paulo conceda benefícios fiscais assim como fazem outros estados. Ou São Paulo entra na guerra fiscal ou vai perder mais indústrias.
Ontem os funcionários da Lacta protestaram contra o fechamento da fábrica em São Paulo. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação, além de receber incentivos fiscais, a Lacta vai empregar mão-de-obra mais barata. O piso salarial em São Paulo é de R$ 480. Em Curitiba, vale R$ 300, disse Salvador Pinheiro, do sindicato.
A diretoria da Philip Morris informou ontem que a transferência não se deu por causa dos benefícios fiscais. O motivo teria sido o sucateamento da fábrica de Pinheiros, que estava sem condições de ser modernizada.


