Com a desvalorização cambial, os laboratórios que produzem a vacina contra febre aftosa decidiram reduzir, em dólar, o preço do medicamento. Mas em real, o preço da vacina terá uma elevação de 6,12%. A justificativa é manter a relação de 2% do valor da arroba do boi, com a vacina contra aftosa.
Na próxima campanha de vacinação contra febre aftosa que se realiza em maio, os laboratórios vão oferecer a dose na faixa dos US$ 0,30, que corresponde a R$ 0,52, considerando o dólar cotado a R$ 1,76. Nas campanhas anteriores, a vacina era comercializada por US$ 0,40, que correspondia a R$ 0,49, considerando o dólar a R$ 1,24.
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Nelson Antunes, disse que a indústria não vai repassar integralmente seus aumentos de custos aos criadores. Segundo Antunes a indústria decidiu que até maio, não haverá elevação de preços e garantiu que eles estão pelo menos 25% inferiores à média histórica, em dólar.
Antunes não acredita que os preços da vacina estejam pressionando a rentabilidade do criador, apesar da variação positiva em real. Ele insiste que percentualmente, o pecuarista está pagando o mesmo que pagava em 1996. O presidente do Sindan disse que os pecuaristas presentes no Fórum Nacional de Pecuária de Corte aceitaram bem os valores da vacina anunciados em até US$ 0,30, porque sabem que 80% das despesas da indústria correspondem à importação de matéria-prima.Arquivo FolhaReflexo do câmbioApesar da redução em dólar, o preço do medicamento acabou ficando 6,12% mais caro do que o praticado na campanha de vacinação passadaVânia Casado

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