Laboratórios recuam na alta dos remédios
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
A indústria farmacêutica retrocedeu e hoje as farmácias começam a receber uma lista de preços de medicamentos sem o reajuste anunciado pelos laboratórios após a desvalorização do real. Todos cancelaram os aumentos, garantiu ontem Pedro Zidói, presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), que representa as 52,4 mil drogarias e farmácias do País. Com isso, o consumidor deixa de arcar com reajustes de 4% a 15%.
A ABCFarma consultou diretamente os cerca de 30 laboratórios que haviam mexido em suas tabelas de preços, e recebeu via fax a confirmação do cancelamento. Segundo Zidói, a grande maioria dos 300 laboratórios que fornecem produtos às farmácias brasileiras não chegou a anunciar aumentos.
Por pouco os comerciantes não aumentaram seus preços no balcão. A ABCFarma já tinha impresso 35 mil exemplares de sua revista mensal contendo a lista de produtos com valores reajustados pela indústria farmacêutica.
Com o entendimento entre o governo federal e fabricantes, no final de janeiro, a associação teve de reter a revista na gráfica e produzir outra edição - a que chega aos estabelecimentos a partir de hoje. O prejuízo é de R$ 140 mil, que a ABCFarma tenta dividir com os próprios laboratórios.
As vendas também são estáveis, informou Zidói. O varejo de medicamentos prevê, no momento, que em 1999 o consumo cresça 10% sobre os 11 bilhões de unidades vendidas em 98.


