Laboratório vai analisar combustível
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de outubro de 2000
Cláudia Lopes De Londrina 
Londrina deve ganhar um laboratório móvel para análise de combustíveis nos próximos 15 dias. Esta será um das primeiras iniciativas implantadas pela Associação dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná (Arcom), fundada há cerca de dois meses com o objetivo de tentar coibir a adulteração de combustíveis e a sonegação fiscal na região.
Queremos melhorar a fiscalização dos combustíveis comercializados em Londrina para moralizar o mercado, afirmou o presidente da Arcom, Ariovaldo Ferraz Arruda.
Ele calcula que 40% do combustível vendido em Londrina seja adulterado. Como são vendidos 14 milhões de litros por mês na cidade, 4,6 milhões de litros são vendidos criminalmente, sustenta ele.
Serão investidos cerca de US$ 500 mil em ações para a análise de combustíveis como o laboratório móvel. Destes, US$ 150 mil já foram gastos na compra de uma coluna de análise da cadeia carbônica para verificação da estrutura do combustível.
A coluna foi instalada num laboratório da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e deve começar a funcionar nos próximos dias. Os investimentos estão sendo rateados pelo Sindicato das Grandes Empresas (Sincom) e Arcom.
Outra iniciativa da Associação dos Revendedores de Combustíveis será tentar instalar lacres de segurança nas bombas dos postos de todo o município. Com os lacres, as bombas não poderão voltar para trás, coibindo a sonegação, acredita Ariovaldo Ferraz Arruda.
O presidente da entidade informa que a medida já está sendo negociada com a Promotoria de Defesa do Consumidor e também com a Receita Estadual.
As denúncias de irregularidades deverão ser feitas pelo telefone 0800437731, previsto para entrar em funcionamento em dez dias. A concorrência desleal resultou na diminuição das margens de lucro, aumentando as demissões nos postos da região, disse um dos associados, Maxuell Pavesi.
O associado calcula que, nos últimos 20 dias, cerca de 150 pessoas tenham sido demitidas em toda a região. Se o problema da adulteração não for negociado, 25% dos 4,5 mil empregos diretos e indiretos serão fechados. A Arcom é formada por cerca de 50 donos de postos.


