Laboratório de Londrina estende atuação ao Paraguai
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terça-feira, 28 de junho de 2016
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A empresa londrinense Laborsolo Laboratórios firmou uma joint-venture com empresários paraguaios para abrir uma filial no sul do país vizinho, perto da fronteira com a Argentina, na cidade de Hohenau (Itapúa). Os brasileiros entraram com a cessão da marca, a tecnologia e a experiência no mercado, enquanto os investidores aportaram R$ 600 mil para a aquisição de máquinas e equipamentos, com todo o controle técnico feito a partir de Londrina.
Serão contratados 15 funcionários que já começaram a fazer treinamento em Londrina, com a possibilidade de chegar aos mesmos 30 que atuam na sede da Laborsolo. A empresa, que conta com dois postos de coleta, um em Toledo e outro em Passo Fundo (RS), precisou abrir um laboratório completo no Paraguai por conta de uma lei sanitária de 1934 que veta a entrada de amostras de solo de outros países no Brasil.
Sócio-proprietário da Laborsolo e professor aposentado de agronomia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Carlos Vieira de Almeida afirma que o investimento valerá a pena porque a região sul paraguaia é desassistida de laboratórios do tipo. "É um país com agricultura forte e com tecnologias que não devem nada para a nossa, mas que precisa de uma empresa para fomentar a análise de solo", diz.
Almeida acredita que será preciso criar mais empregos em Londrina no futuro, pelo fato de todo o controle técnico e de informações ser feito na sede. Porém, diz que é algo para o futuro. A parceria concretiza a intenção ainda de 2008 do empresário e do sócio Roberto Antunes Fioretto de entrar no mercado vizinho. "Queríamos abrir uma filial na época perto de Guaíra, criamos uma expectativa pelo nome forte que temos e porque fazíamos muitos trabalhos para eles, então acredito que vamos crescer", prevê Almeida.
Com faturamento em 2015 de R$ 4 milhões, a Laborsolo existe na cidade desde 2008. O foco de atuação é em infraestrutura e processos laboratoriais, com criação de novas tecnologias para manejo da fertilidade do solo e da nutrição de plantas. O início das operações no Paraguai será em outubro e a previsão do empresário é de elevar em até 10% a receita no ano seguinte.


