Kumho quer área maior para indústria
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de novembro de 1997
Guto Rocha Londrina 
Dorico da SilvaVisitaBelinati e Canziani com diretores da empresa coreana observam mapa da região onde indústria será instalada: empresários aprovaram o terreno destinado à fábrica, mas vistoria técnica feita pelos empreendedores ainda vai dar palavra finalO terreno que irá abrigar a fábrica de pneus do grupo coreano Kumho em Londrina será maior do que o previsto inicialmente. A solicitação foi feita ontem de manhã pelo presidente da divisão de novos projetos do grupo, Jung Jin Yoon, durante a visita ao terreno que a Prefeitura de Londrina vai doar à indústria. O prefeito Antônio Belinati acatou a solicitação e o terreno, que teria 400 mil m2, passará a contar com mais 200 mil m2. Já estamos pensando no futuro. Com um terreno maior poderemos ampliar as nossas instalações, diz Yoon.
Mas a decisão definitiva sobre a viabilidade ou não de se instalar a indústria no terreno visitado ontem vai depender de uma vistoria de um técnico do Grupo Kumho. Yoon disse, no entanto, que a primeira impressão da área foi boa. O local já conta com infra-estrutura viária, com rodovia e ferrovia, além de eletricidade e água, comentou. Yoon visitou o terreno acompanhado pelo vice-presidente de novos negócios, Seung Young Park e pelo diretor Sam Lee.
O terreno que será destinado à fábrica de pneus fica às margens rodovia BR-369, próximo à divisa do município de Ibiporã, na Fazenda São Manoel. O prefeito Antônio Belinati disse estar confiante na aprovação pela Câmara Municipal da doação do terreno. Ele explica que o terreno foi declarado de utilidade pública por estar dentro da área destinada à Cidade Industrial de Londrina (Zona Leste). Uma comissão formada por representantes da Codel, Clube dos Engenheiros, Sinduscon-PR, Acil, Sociedade Rural e Câmara Municipal vai avaliar o terreno para indenização do proprietário.
O vice-prefeito e presidente da Codel, Alex Canziani, acredita que é muito remota a possibilidade de que a vistoria técnica, a ser feita pelo grupo Kumho no terreno, não aprove o local. A área é plana, próxima de duas cidades e já conta com infra-estrutura, afirmou. Mas caso haja algum problema, Canziani afirmou que existem outras áreas na Cidade Industrial que podem abrigar a indústria de pneus.
A previsão do Grupo Kumho é de que a fábrica entre em operação dentro de três anos. Numa primeira etapa, a indústria irá ocupar uma área construída de 50 mil m2 e vai produzir pneus para transporte de cargas e para veículos de passeio. A nova fábrica vai consumir US$ 166 milhões em investimentos, e gerar mil empregos diretos. Quando a indústria estiver trabalhando dentro de sua capacidade total, a produção de pneus atingirá 10 milhões de unidades/ano. O faturamento previsto é de US$ 200 milhões.


