Três técnicos da indústria de pneus coreana Kumho estiveram anteontem em Londrina para definir a área onde a empresa deverá construir uma fábrica. O terreno tem 623 mil metros quadrados e fica na Cidade Industrial - atrás do Ceasa, na rodovia 369, próximo à divisa do município de Ibiporã. O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, conta que a escolha da área se deve a proximidade da ferrovia. ‘‘A empresa vai precisar de um ramal na ferrovia’’. Privatizada em 96, a ferrovia pertence ao grupo americano-brasileiro Sul Atlântico.
O projeto para instalação da fábrica está sendo analisado pelo BNDES e deve demorar cerca de seis meses para ser decidido, segundo João Jabur, empresário que intermedia a instalação da empresa na Cidade. Por causa das crises nas bolsas asiáticas, a Kumho, que estudava investimentos em 16 países, acabou engavetando os outros 15 projetos - priorizando apenas o de Londrina.
Alex Canziani diz que o investimento da empresa coreana será o maior da história de Londrina: US$ 166 milhões. ‘‘É previsto a geração de 1,5 mil empregos diretos’’, diz ele. No projeto elaborado pela empresa, é considerado a geração de pelo menos mil empregos. ‘‘Neste ano, devemos atrair mais de US$ 1 bilhão em investimentos para a Cidade. Em 97, conseguimos cerca de US$ 400 mil’’.
Caso confirme o investimento em Londrina, a Kumho deve produzir o equivalente a 10% do mercado nacional de pneus em tonelagem - sendo a maior parte de pneus de caminhão. ‘‘Em unidades, serão fabricados cerca de 2 milhões. Só que um pneu de caminhão corresponde a 8 ou 9 pneus de automóveis de passeio’’, diz Jabur.
O Brasil fabrica atualmente 32 milhões de pneus/ano e consome 36 milhões de unidades por ano. Os quatro milhões consumidos a mais são importados dos Estados Unidos, Alemanha, Japão e, principalmente, da Coréia. ‘‘Com o investimento no País, a Kumho visa o mercado brasileiro e o americano’’, diz Jabur. Nos Estados Unidos, são consumidos 288 milhões de pneus/ano, segundo ele.
Quando a indústria estiver trabalhando com sua capacidade total, a produção de pneus atingirá 10 milhões de unidades/ano. O faturamento previsto é de US$ 200 milhões. A previsão é de que a fábrica entre em operação dentro de três anos.

mockup