Krugman defende o controle de capitais
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de setembro de 1998
Agência Estado 
Apesar de ter sido apontado recentemente pelo jornal The Wall Street Journal como um provável mini-Keynes do final deste século, Paul Krugman resolveu rebater as críticas dos que consideram suas posições impraticáveis e irresponsáveis. Em artigo publicado ontem em seu site na Internet, o polêmico economista defende algumas de suas inusitadas propostas, como a necessidade do Japão gerar inflação e a adoção de controle de capitais no Sudeste Asiático afirmando que a economia convencional não tem sido capaz de resolver a crise global.
Não precisam concordar que as minhas propostas são as mais adequadas, diz. Mas é necessário admitir que existe uma grande chance de que algumas das heresias ultrajantes de hoje irão tornar-se o simples bom senso de amanhã. Segundo Krugman, a análise dos esforços que estão sendo feitos para lidar responsavelmente com os problemas do cenário mundial causa a sensação de que o tamanho da solução é inadequado ao do problema. Ele cita a reforma do sistema financeiro japonês, que deverá sanear os bancos, mas fará muito pouco ou quase nada para reaquecer a demanda doméstica, e o pacote de ajuda ao Brasil, que poderá salvar o real, mas não fará nada para evitar uma profunda recessão. É como tentar salvar um navio que está afundando com colheres de chá, ironiza o economista.


