Apesar de ter sido apontado recentemente pelo jornal ‘‘The Wall Street Journal’’ como um provável mini-Keynes do final deste século, Paul Krugman resolveu rebater as críticas dos que consideram suas posições ‘‘impraticáveis e irresponsáveis’’. Em artigo publicado ontem em seu site na Internet, o polêmico economista defende algumas de suas inusitadas propostas, como a necessidade do Japão gerar inflação e a adoção de controle de capitais no Sudeste Asiático afirmando que a economia convencional não tem sido capaz de resolver a crise global.
‘‘Não precisam concordar que as minhas propostas são as mais adequadas’’, diz. ‘‘Mas é necessário admitir que existe uma grande chance de que algumas das heresias ultrajantes de hoje irão tornar-se o simples bom senso de amanhã.’’ Segundo Krugman, a análise dos esforços que estão sendo feitos para lidar ‘‘responsavelmente’’ com os problemas do cenário mundial causa a sensação de que ‘‘o tamanho da solução é inadequado ao do problema’’. Ele cita a reforma do sistema financeiro japonês, ‘‘que deverá sanear os bancos, mas fará muito pouco ou quase nada para reaquecer a demanda doméstica’’, e o pacote de ajuda ao Brasil, ‘‘que poderá salvar o real, mas não fará nada para evitar uma profunda recessão’’. ‘‘É como tentar salvar um navio que está afundando com colheres de chᒒ, ironiza o economista.

mockup