France Presse
De Washington

Os integrantes do conselho administrativo FMI designarão hoje o candidato europeu, o alemão Horst Koehler, para a direção-geral do FMI, em substituição ao francês Michel Camdessus, cujo mandato terminou em 15 de fevereiro.
Koehler é o único candidato na lista depois da retirada das candidaturas do americano Stanley Fischer, atual número dois e do japonês Eisuke Sakakibara. Esta eleição acabará com a diferença entre Estados Unidos e Europa, por causa da proposta inicial do nome do secretário de Estado das Finanças da Alemanha, o brasileiro naturalizado alemão Caio Koch-Weser.
Horst Koehler, de 57 anos, presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), é um economista de estatura internacional, ligado ao ex-chanceler Helmut Kohl.
Quando Koehler assumiu as funções no BERD em setembro de 1998, já havia sido mencionada a possibilidade de vir um dia a ser designado para o FMI. Enquanto presidente, procedeu ao saneamento do BERD e a sua reorientação para empréstimos a pequenas e médias empresas.
Em relação à Rússia, Koehler insistiu sempre no respeito aos compromissos do Banco, mas muitos projetos de investimento foram adiados ano passado por causa da lentidão das reformas econômicas no país.
Depois de aderir em 1981 à União Cristã-Democrata (CDU) sob a era Kohl, Koehler participou a partir do ano seguinte das primeiras negociações sobre a União Econômica e Monetária (UEM) junto com o ministro de Economia da época, Gerhard Stoltenberg.
Koehler tornou-se ministro das Finanças em 1990 sucedendo a Hans Tietmeyer, por sua vez nomeado para o Bundesbank. É considerado um dos responsáveis pela unificação monetária alemã, dia 1 de julho de 1990, quando a ex-RDA adotou o marco, em vigor no lado ocidental.
Paralelamente, desempenhou papel fundamental nas negociações sobre o aspecto financeiro da retirada das tropas soviéticas da ex-RDA.
Embora nunca tenha deixado dúvidas sobre sua lealdade a Kohl, Koehler sempre insistiu em sua independência política.
O candidato alemão ao FMI começou a carreira em 1969 como técnico do Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada de Tuebingen (sudoeste).
Em 1976 se somou ao ministério federal da Economia, e depois à chancelaria do estado regional de Schleswig-Holstein (norte), de 1981 a 1982.
Depois da experiência de duas vezes ministro das Finanças, Koehler passou, no verão de 1993, à presidência da Federação de Caixas de Poupança alemãs, uma instituição pública.
Horst Koehler é casado e pai de dois filhos.