Das Agências
De Nova York
O ministro das Finanças da Alemanha, Caio Koch-Weser, que nasceu no Brasil – em Rolândia, no Paraná – é tido como o grande favorito para assumir a liderança do FMI no lugar de Michel Camdessus, disseram fontes do fundo, segundo a agência Dow Jones. Eles citam as raízes brasileiras do ministro alemão e sua experiência no Banco Mundial, onde atuou como vice-presidente.
As chances do cargo ser assumido novamente por um francês são poucas ou praticamente inexistentes, disseram as fontes. Mas os franceses estariam satisfeitos com Koch-Weser, acrescentaram. Porta-vozes do Banco Central francês disseram que seu presidente Jean-Claude Trichet, não é um candidato à sucessão de Camdessus.
O ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, também cotado para o lugar de Camdessus, revelou ontem que não pretende candidatar-se a liderança do fundo. Ontem, Camdessus anunciou que vai deixar o fundo em meados de fevereiro por ‘‘razões pessoais’’.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, divulgou ontem nota à imprensa comentando a saída de Michel Camdessus do cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). A íntegra é a seguinte: ‘‘Camdessus realizou um importante trabalho no FMI. Teve a serenidade e a determinação para conduzir a instituição desde o final da crise dos anos 80 – e a capacidade de fazer o FMI agir rápido nas crises do final desta década. É um homem aberto ao diálogo, experiente, com rara capacidade de combinar seriedade com senso de humor. Seu diálogo com o Brasil sempre foi contínuo e franco. Desejo-lhe o melhor em sua trajetória futura.’’
O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, que anunciou sua demissão anteontem, recebeu homenagens nos Estados Unidos e na Europa, mas sua figura desperta menos entusiasmo na Ásia, a área que sofreu a última crise financeira.

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