France Presse
De Bruxelas
Os ministros da Economia dos 15 países da União Européia designaram ontem o secretário de Estado das Finanças alemão Caio Koch-Weser como candidato do bloco econômico para a sucessão de Michel Camdessus à presidência do Fundo Monetário Internacional (FMI). O nome de Koch-Weser – que aceitou a indicação – foi endossado por unanimidade, segundo informaram representantes de Portugal, país que ocupa atualmente a presidência rotatita da UE.
Caio Koch-Weser, brasileiro naturalizado alemão, foi proposto e apoiado pelo chanceler alemão Gerhard Schroeder, que praticamente impôs o nome a seus quatorze sócios europeus.
A Grã-Bretanha emitiu há quinze dias suas reservas durante uma reunião de ministros europeus das Relações Exteriores, mas Londres deu ontem seu consentimento à candidatura. A França, no início reticente, se uniu à candidatura do alemão, e estimou que o cargo de direitor geral do FMI deve voltar para mãos européias.
Dois candidatos se apresentaram oficialmente: o ex-ministro adjunto das Finanças japonês, Eisuke Sakakibara, e o atual diretor geral adjunto do FMI, o americano Stanley Fischer.
Por tradição, um europeu assume a direção do FMI e um americano a presidência do Banco Mundial, o organismo-irmão de ajuda ao desenvolvimento.
Os Estados Unidos não apresentaram oficialmente a candidatura de Stanley Fischer, e sim a de José Pedro de Morais, administrador do Fundo em representação de vinte países africanos de língua inglesa, entre eles a África do Sul e a Nigéria.
A próxima etapa da seleção para o posto deixado vago por Camdessus deve ocorrer hoje, quando o conselho executivo do FMI, responsável pela nomeação do diretor gerente do órgão, terá uma discussão informal em Washington.

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