Klabin vai investir US$ 55 milhões no Paraná
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
O Paraná deve capitalizar pelo menos US$ 55 milhões ou 40% do total de R$ 450 milhões que a Klabin, líder nacional de produção de papel e celulose, deve fazer no País em 2004. Os investimentos serão direcionados à unidade industrial de Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa) com a finalidade de aumentar em até 20% a produção de papel e celulose para exportação, informou ontem o diretor geral da empresa, Miguel Sampol.
A fábrica de Telêmaco Borba é a maior unidade industrial da Klabin no País. Produz anualmente 550 mil toneladas de celulose e com os investimentos, esse número deve subir para 650 mil. A unidade, chamada de Monte Alegre, responde por 40% da produção da empresa e exporta 50% de sua própria produção. A região também concentra 210 mil hectares entre área plantada e reservas, que devem ser ampliadas com parte dos recursos destinados ao Paraná. São empregados cerca de quatro mil funcionários no complexo, mas não há previsão para criação de mais empregos.
Para as demais regiões brasileiras, estão previstos investimentos de R$ 450 milhões ao longo do ano, entre melhoria das linhas de produção das fábricas existentes e criação de novas plantas industriais. A direção da Klabin disse ainda que 30% desses recursos foram angariados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que respondeu positivamente a uma carta carta-consulta da empresa. A retomada dos investimentos, segundo Sampol, tornou-se possível graças à reestruturação pela qual a empresa passou em 2003, permitindo a redução de uma dívida de R$ 2,9 bilhões em 2002 para R$ 520 milhões no ano passado, equivalentes hoje a 60% da capacidade de geração de recursos da indústria.
De acordo com Sampol, a Klabin espera crescimento no lucro líquido em 2004. O diretor preferiu não divulgar números relativos a tal lucratividade, mas se justificou com base na mudança de foco de negócios citada em entrevista coletiva ontem à imprensa. O diretor espera que as exportações respondam por pelo menos 40% do volume de produtos negociados pela empresa e por 27% da receita em 2004. Além dos investimentos já planejados pela direção da Klabin, Sampol destacou algumas metas de expansão. A pretensão é de que as fábricas aumentem a produção anual de papel e celulose do atual 1,5 milhão de toneladas para 2 milhões. Não há previsão de tempo para tal crescimento.
Para o diretor geral da Klabin, a recuperação financeira apresentada pela empresa explica-se principalmente pela venda de ativos e pelo reposicionamento de preços no mercado interno de papel e celulose em 2003. O balanço apresentado pela empresa mostra lucro líquido de R$ 1 bilhão no ano passado, com estimativas maiores para 2004. ''Redirecionamos nosso foco de negócios, aprimoramos nosso gerenciamento de recursos e restringimos os investimentos enquanto isso era necessário. Somadas à venda de ativos, essas medidas foram eficientes'', disse Sampol.


