Klabin lança projeto ambiental
A Klabin em parceria com a ONG Associação de Preservação do Meio Ambiente (Apremavi) desencadeou este mês o programa Matas Legais, que pretende, entre outras coisas, recuperar florestas remanecentes da Mata Atlântica. O programa quer atingir 9 mil propriedades particulares, totalizando parte de 55 mil hectares, na região Telêmaco Borba. Como contrapartida aos proprietários de terras, a Klabin, além do plantio de árvores exóticas para industrialização, pagará uma renda adicional aos agricultores que plantarem a mata nativa.
Todo programa tem a orientação da Apremavi, inclusive com o oferecimento de mudas para o plantio. Os 9 mil proprietários de terras, em média com 6 hectares cada, terão orientação para plantar em descampados, morros e beira de córregos, rios e nascentes.
O diretor Geral da Klabin, Reinoldo Poernbach, informou que o proprietário que plantar árvore exótica para vender à empresa, terá também que aderir daqui por diante ao programa de sustentabilidade e defesa da Mata Atlântica. Ele lembrou que a empresa há 109 anos tem optado por este caminho, mesmo antes da existência do termo ''sustentabilidade''.
O presidente da Apremavi, Edegold Schaffer, lembrou que sua ong pretende dar orientação, treinamento e fornecer as mudas da mata nativa aos produtores. ''Já começamos a fazer isso'', afirma Schaffer.
A proprietária de um sítio na região de Sapopema, Marina Basílio do Santos, comemora o plantio da mata nativa. ''É bom porque cada um está fazendo a sua parte, só assim podemos preservar nascentes e os animais''. Já o proprietário de dois sítios na região do distrito de São Jerônimo da Serra, da cidade de Terra Nova, confirma a visita dos técnicos e o plantio das primeiras mudas nativas em setembro deste ano. ''Agora está um pouco frio, não é bom para as mudas de árvore, vai ser bom em setembro, com o calor'', explica. (E.P.F.)





