Klabin investirá US$ 500 mi em unidade instalada no PR
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sábado, 04 de dezembro de 2004
Telma Elorza<br>De São Paulo 
A Klabin S.A. deve investir US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos em suas 18 unidades fabris de todo o Brasil, aumentando a capacidade de produção de 1,5 milhões de toneladas (t) de papel para embalagens ao ano para 2 milhões de t ano. A unidade de Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa) deve receber, sozinha, cerca de US$ 500 milhões. A informação foi divulgada ontem, pelo diretor-geral da empresa, Miguel Sampol. Segundo ele, a intenção é ampliar a capacidade produtiva da unidade - a maior do grupo - de 320 mil t para 700 mil t.
De acordo com a diretoria administrativa da empresa, os planos da expansão já estão em fase avançada e devem ser submetidos ao Conselho Administrativo do grupo ainda no começo do ano. Com a aprovação, o empresa pretende captar recursos junto ao BNDES, agenciadores estrangeiros e emissão de papéis.
Segundo Sampol, os US$ 500 milhões destinados à unidade paranaense serão usados principalmente para aquisição de uma nova máquina de fabricação de papel, além da infra-estrutura necessária. Com isso, segundo o diretor-geral, a empresa quer abocanhar uma fatia maior do mercado mundial do papel para embalagens. ''Hoje, o Brasil é o maior exportador mundial de celulose. Porém, temos condições de disputar o mercado de embalagens, um produto de valor agregado e que, consequentemente, traz mais divisas'', apontou. Segundo ele, a intenção é que as exportações passem de 28% para 40% no volume global de negócios da empresa. Nos primeiros noves meses deste ano, as exportações da Klabin totalizaram US$ 69 milhões. Até setembro, a receita bruta ficou em torno dos R$ 2,4 bilhões, com lucro líquido de R$ 366 mi.
De acordo com Sampol, o Paraná oferece condições de produzir um papel cartão de qualidade, próprio para embalagens já que na fazenda Monte Alegre, em Telêmaco, é possível fazer o reflorestamento com os dois tipos de madeiras utilizadas na produção: pinus e eucalipto. O pinus fornece as fibras longas (que proporcionam resistência ao produto) e o eucalipto, as curtas (que proporcionam melhor acabamento). Sozinha, a unidade de Telêmeco Borba emprega 4 mil dos 7,5 mil funcionários do grupo.


