Klabin faz parceria com empresa americana
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segunda-feira, 01 de outubro de 2007
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Um acordo anunciado no final da semana entre a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, e a MeadWestvaco Corporation, empresa americana de embalagens garante o processo de expansão de capacidade de produção e de venda da Klabin. Com o acordo, que terá início em 1º de janeiro de 2008, a MeadWestvaco venderá uma parte do papel cartão produzido na Unidade Monte Alegre da Klabin, localizada na cidade de Telêmaco Borba.
De acordo com o diretor geral da Klabin, Miguel Sampol, o processo de expansão (Projeto MA 1.100) elevará a capacidade da fábrica do nível atual de 700 mil toneladas de papéis e cartões de embalagens para 1,100 mi de toneladas. Com essa expansão, a capacidade total da fábrica vai passar para 2 milhões de toneladas por ano. Dessa expansão de 400 mil toneladas, o principal componente é um aumento de capacidade de cartões para embalagem de 350 mil toneladas por ano, com a implantação de uma grande máquina de fabricação de cartões. A chamada Máquina 9 deve começar a funcionar já no início de outubro, indicando um crescimento de 80% na produção da Klabin.
O diretor comercial da Klabin, Donald Mota, afirma que a expansão faz parte de um conjunto de acordo que a empresa vem fazendo nos três últimos meses com três grandes empresas: a Tetra Pak, cliente da Klabin há vários anos, Perez Trading, de origem americana, especializada em venda de cartões na América Latina e agora com a MeadWestvaco, maior produtora mundial de cartões de fibra virgem, que atua em todo o mundo. Com a somatória dos três acordos, a Klabin garante a colocação de 530 mil toneladas de cartão no mercado externo.
A ênfase ao acordo com a MeadWestvaco é justificada pela direção da Klabin porque a empresa americana também produz, revende e consome papel, com operações de conversão. É um processo diferenciado. Estamos fazendo um grande acordo com uma empresa que de certa forma é nossa concorrente. Trabalhamos na mesma linha de produto e acreditamos que a nossa oferta vai enriquecer a linha de produção deles.
A expectativa é que a Klabin faça uso de uma grande plataforma logística e comercial que a empresa brasileira ainda não tem montada na Europa e Estados Unidos, onde estará atuando. Nesse momento não temos capacidade logística e operacional para operar no mercado externo, afirma Mota.
O acordo, segundo Mota, demonstra a capacidade e a qualidade atingida em Monte Alegre com a atual produção e a expectativa da nova capacidade da empresa, viabilizou um acordo com um líder mundial. Vamos aproveitar a oportunidade de nos unir à primeira empresa do mundo no ramo.
O acordo comercial, segundo a Klabin, significa apenas um investimento no desenvolvimento de sistema de expansão na capacidade de vendas da fábrica. A empresa que há dois anos exportava entre 15 e 20 mil toneladas para os Estados Unidos, tem mantido o volume de exportação. A expectativa com o acordo é atingir até 100 mil toneladas nos Estados Unidos e outras 100 mil toneladas na Europa até 2010.


