Agência Estado
De São Paulo
Os investimentos da Klabin em 99 vão somar US$ 80 milhões. No ano que vem, a companhia planeja investir entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões. Os recursos visam aumentar a capacidade de produção das fábricas no Paraná e Santa Catarina, que produzem cartões e sacos multifolhados (para cimento, por exemplo), respectivamente. ‘‘Com isso prosseguimos em nossa estratégia de manter o foco no ‘core business’, que são as embalagens’’, disse o diretor-geral da empresa, Josmar Verillo.
Segundo Verillo, a fábrica do Paraná passará a produzir 610 mil toneladas por ano. Atualmente, a capacidade é de 550 mil toneladas por ano. Na fábrica de Santa Catarina, haverá aumento de 27% no número de unidades produzidas. Verillo explicou que não ocorrerá crescimento de tonelagem porque o saco a ser produzido será mais leve.
A Klabin quer finalizar 99 com um caixa elevado. Atualmente, o caixa da empresa está em R$ 330 milhões. ‘‘Queremos manter esse nível para o final do ano’’, disse o diretor. Essa decisão, explicou, deve-se às incertezas decorrentes do ‘‘bug do milênio’’. A Klabin quer se precaver contra qualquer problema que pode vir a ocorrer em relação à renovação de crédito no final do ano.
A emissão de R$ 150 milhões em debêntures aprovada pela Klabin nesta semana vai ajudar a empresa a manter o caixa no nível desejado. Isso porque a companhia via usar parte dos recursos para pagar empréstimos que vencem este ano.
Em outubro, por exemplo, vencem R$ 60 milhões de um empréstimo-ponte. Essa dívida foi contraída para a emissão de eurobônus, que acabou não ocorrendo devido à crise asiática. Mas, Verillo afirmou que a totalidade dos recursos provenientes das debêntures não tem destino certo. ‘‘Usaremos para capital de giro.
Esta coluna é produzida pela Agência Estado a partir do Cias. Abertas, serviço eletrônico dedicado ao mercado de ações.
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