Klabin amplia fábrica com incentivo fiscal do Estado
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sexta-feira, 14 de novembro de 1997
Curitiba 
DivulgaçãoCerimôniaLerner com diretor da Klabin, ontem, durante anúncio do novo investimentos O diretor-superintendente da Klabin Fábrica de Papel e Celulose, Josmar Verillo, afirmou ontem que a empresa voltou a investir no Paraná devido à concessão de incentivo fiscal por parte do governo do Estado. A Klabin está investindo R$ 200 milhões na ampliação da sua unidade produtora no município de Telêmaco Borba, o que garantirá aumento de produção em 135 mil toneladas ao ano. A Klabin produz hoje 900 mil toneladas anuais.
O início dos investimentos foi oficializado ontem em uma cerimônia que contou com a presença do governador Jaime Lerner, deputados e secretários de Estado. A empresa ganhou do governo a dilação do prazo do pagamento de 80% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço) por um período de quatro anos.
Durante a assinatura do acordo operacional, que garante o incentivo fiscal, o diretor-superintendente da Klabin lembrou que desde 1989 a empresa não investia no Estado. A última aplicação de dinheiro para melhorar a produção aconteceu devido a um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com tamanha carga tributária que existe no Brasil, se não houver programas de incentivo fica inviável a realização de investimentos industriais, afirmou Verillo.
Com a ampliação da Klabin, a empresa contratará 300 trabalhadores, o que pode resultar numa geração indireta de empregos de até 700 postos de trabalho. A Klabin possui 23 unidades instaladas no País. A empresa ocupa a 52ª posição no ranking mundial de indústria produtora de papel e é a maior fabricante nacional de papéis para embalagem, detendo 16% da produção.
Um dos destaques da empresa é o investimento em preservação ambiental. Do total investido, R$ 50 milhões serão aplicados no Plano Diretor de Controle Ambiental. A partir de janeiro, a Klabin deixa de fazer a queima a carvão para reformar os fornos. Os depósitos dos resíduos sólidos eliminados pelo forno não serão mais depositados em aterro.
O presidente do Conselho de Administração do grupo, Armando Klabin, fez uma comparação entre a empresa paranaense e as indústrias de papel e celulose da Escandinávia. Enquanto na Escandinávia as florestas crecem 5 metros cúbicos ao ano, no Brasil elas crescem 30 metros cúbicos.


