Kit de Curitiba sobe 0,66%
Curitiba - Em situação inversa à de Londrina, a cesta básica de Curitiba teve alta de 0,66% em setembro. No ano, o índice acumula alta de 4,38% e, nos últimos 12 meses terminados em setembro, de 0,98%. Este foi o segundo mês seguido de alta.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sandro Silva explicou que um dos motivos que ajudou a elevar o preço da cesta foi a carne, que teve aumento maior que a maioria das capitais, com elevação de 3,34%. Curitiba teve a segunda maior alta na carne e só perdeu para Belo Horizonte, que teve aumento de 6,40%. O tomate, que caiu -3,38%, também ajudou a cesta fechar em alta, segundo Silva. Isso porque a redução não foi tão significativa.
Ele destacou que de junho a setembro a carne acumula alta de 9,41%. O pão teve alta de 14,20% de março a setembro. O tomate caiu -48,50% de maio até setembro e a batata teve redução de -39,79% de julho a setembro.
Os outros aumentos verificados na cesta no mês passado foram na banana (9,71%), pão (3,28%), farinha de trigo (2,67%), óleo de soja (1,21%) e leite (0,78%). Os produtos que apresentaram redução de preço foram batata (-19,79%), açúcar (-3,80%), manteiga (-3,45%), tomate (-3,38%), arroz (-0,92%), feijão (-0,67%) e café (-0,37%).
Em setembro, o custo da cesta para uma família curitibana foi de R$ 849,54 e para um trabalhador de R$ 283,18. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.621,70 em setembro para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família.
No mês passado, a cesta de Curitiba foi a nona mais cara entre as 18 capitais pesquisadas e teve a segunda maior variação, só perdendo para Belo Horizonte que teve 1,87% de alta. Silva acredita que em outubro continue a tendência de alta da cesta com a entressafra de alguns produtos. (A.B.)





