Kit consome mais horas de trabalho
Segundo a última pesquisa divulgada pelo Diesse, realizada em 16 capitais, o comportamento dos preços da cesta básica no País tem apresentado deflação. Em Curitiba, por exemplo, a variação de preço entre os meses de abril e maio foi de -3,99%.
No entanto, a cesta básica curitibana exige que o trabalhador 'venda' mais horas de trabalho para adquirir sua alimentação, quando se leva em conta os meses de maio de 2002 e de 2003. No ano passado, a cesta básica em Curitiba custava ao trabalhador 136 horas e 59 minutos de serviço. Hoje, é preciso trabalhar pelo menos 13 horas a mais para a compra dos mesmos produtos.
A pesquisa sobre os preços de alimentos em Londrina, realizada informalmente pela Folha, conferiu valores dos 13 produtos da cesta básica nas grandes redes de supermercados, sem caráter científico. A iniciativa deve-se ao fato de não existir, na cidade, órgão que realize esse tipo de pesquisa.
Na averiguação foram pesquisados os preços da carne de primeira (6,6 kg), leite tipo B (7,5 l), feijão (4,5 kg), arroz (3 kg), farinha de trigo (1,5 kg), batata (6 kg), tomate (9 kg), pão francês (6 kg), café (0,6 kg), banana (7,5 dúzias), açúcar (3 kg), óleo de cozinha (1,2 l) e manteiga (1 kg).





