A empresa anglo-holandesa Unilever anunciou ontem em Londres o acordo com a Philip Morris para a compra da Kibon, líder do mercado de sorvetes no Brasil. A Unilever vai pagar US$ 930 milhões pela Kibon e pela Kibon Sorvane. O negócio foi fechado há cerca de um mês, segundo informou à Agência Folha a sede britânica da empresa. A Unilever só aguarda a aprovação do Banco Central para completar a aquisição, que, segundo a empresa, a transformará em líder no mercado de sorvetes na América Latina. A Kibon domina cerca de 60% do mercado brasileiro.
A empresa quer transformar a Kibon na base de suas operações com sorvetes na América Latina, região considerada ‘‘altamente promissora’’ pela Unilever. O mercado de sorvetes na América Latina movimenta cerca de US$ 1,6 bilhão. A Unilever estima que esse valor vai duplicar na próxima década. Segundo a empresa, é ‘‘cedo demais’’ para prever quanto será investido nos planos da Unilever para desenvolver a Kibon, mas haverá ‘‘grande investimento de capital e uma grande estrutura de marketing’’.
A Kibon vai ganhar um departamento chamado ‘‘Centro de Inovações’’, ligado a outros similares da Unilever no mundo. Estes centros trabalham no desenvolvimento e lançamento de novos sorvetes. A Unilever vai lançar no Brasil por meio da Kibon suas marcas mundialmente famosas de sorvetes, como Magnum, Cornetto e Vienetta. ‘‘Essa aquisição é uma evidência de nossa determinação em desenvolver nossos produtos prioritários em mercados emergentes. Estamos muito satisfeitos’’, disse Niall Fitz Gerald, presidente da Unilever.
A empresa já atua no mercado de sorvetes em 12 países da América Latina, numa operação de expansão iniciada em 1993 no Chile. No Brasil, a Unilever atua desde 1929, com a Gessy Lever, 10ª maior empresa do País. As vendas totais da empresa na América Latina no ano passado atingiram US$ 5,3 bilhões.

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