Curitiba – A restruturação das Cervejarias Kaiser em todo o País vai proporcionar um aumento de produção de 5% na unidade de Ponta Grossa, no Paraná. A indústria, que até agora fabricava somente os produtos da Kaiser, terá a marca Bavaria na sua linha de produção a partir do mês que vem. Esse percentual de aumento representa um incremento de 10 milhões de litros por ano no volume que sai da fábrica paranaense.
A restruturação está baseada no fechamento das unidades de Getúlio Vargas (RS), Camaçari (BA) e Divinópolis (MG) e deve proporcionar ao grupo uma redução de 9% nos custos anuais, entre logística e produção. A empresa investirá cerca de R$ 65 milhões até março do próximo ano na reestruturação de sua produção, para tornar a logística mais eficiente e o produto mais competitivo no mercado.
Segundo o gerente da fábrica de Ponta Grossa, Rui Gil Canesso Garcia, a unidade paranaense também deve receber novos investimentos, mas os valores ainda não estão definidos. ‘‘Devemos implantar na fábrica, a partir do ano que vem, uma linha para produção de chope’’, informa.
Mas a ampliação da produção não deve refletir no quadro de funcionários. ‘‘Hoje já temos um quadro de pessoal fechado e novas contratações só devem ser feitas na implantação da linha de chope’’, diz o gerente. Mas ele adianta que esta linha precisa de no máximo seis funcionários. Hoje a fábrica paranaense conta com 170 funcionários próprios e cerca de 100 terceirizados.
Outra vantagem da restruturação, segundo Canesso, é a ampliação da taxa de ocupação da fábrica. Hoje estão na média de 73% e com o incremento da produção deve subir para 75%. Para o gerente, é uma taxa considerada boa, tendo em vista que a sazonalidade do mercado de cervejas.
Hoje a empresa Kaiser ocupa a segunda posição no mercado de cervejas do Brasil, com 17%. A primeira é a Ambev. Já a marca Kaiser é a terceira mais consumida no País, empatada com a Antártica. A primeira é a Skol, seguida da Brahma.
A meta da companhia para este ano é ampliar o volume produzido em 4% em relação a 2001, atingindo 1,5 bilhão de litros, enquanto o faturamento deve saltar de R$ 1,6 bilhão para R$ 2 bilhões. O ‘‘novo mapa de produção’’, como foi batizado o projeto, permitirá à companhia somar as potencialidades da Kaiser e da Bavaria, agora unidas na nova Cervejarias Kaiser Brasil.

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