A Kaiser e a Brahma foram as duas únicas cervejarias que conseguiram crescer no mercado paranaense no ano passado em relação a 1995, segundo o Instituto Nielsen de pesquisa e consultoria empresarial. A última pesquisa feita pela Nielsen entre os meses de dezembro e janeiro e divulgada nesta semana mostra que a Kaiser foi a que mais cresceu. A empresa conseguiu aumentar em quatro pontos percentuais o volume de vendas de cerveja no Estado, conquistando 26,8% do mercado. A Brahma ampliou de 11,8% para 16% o volume de vendas. As demais cervejarias apresentaram uma redução nas vendas.
Segundo o levantamento da Nielsen, quem mais perdeu mercado foi a Antárctica com uma redução de 27,2% para 22,2% entre 95 e 96. A Skol teve uma queda de 0,5% e a cerveja Schincariol perdeu 1%.
Mas foram as importadas que mais sofreram com a perda de mercado. A pesquisa mostra que as marcas estrangeiras abocanhavam 26% da preferência dos consumidores paranaenses, em 95. O mercado das cervejas importadas caiu para apenas 0,9%, em 96.
Segundo Rinaldo Dalaqua, diretor de Marketing da Spaipa (fabricante da Coca-cola e distribuidora da Kaiser no Paraná e interior paulista), o crescimento de mercado da empresa foi reflexo direto da campanha de distribuição dos produtos. ‘‘Estamos conseguindo mercado por causa de trabalho agressivo que fazemos’’, afirmou Dalaqua. A Kaiser tem 60 mil pontos de venda em todo o Estado, sendo que 23 mil estão concentrados na Região Metropolitana de Curitiba. Ele conta que um dos segredos é não deixar faltar cerveja nos locais de venda e distribuição, principalmente no verão.
O mercado mais expressivo da Kaiser é Curitiba, onde o consumo saltou de 37,1% para 41,5%. A cerveja Kaiser está 15,2% na frente da segunda marca mais vendida, a Antárctica, que está com 26,3% da fatia de mercado. Na região de Londrina, a Kaiser cresceu de 5,4% para 18,5%.
Hoje, a Kaiser tem oito fábricas em todo o País. Uma das unidades está em Ponta Grossa, onde são produzidas 60 mil caixas de cerveja por dia. O faturamento do grupo Spaipa foi de R$ 600 milhões no ano passado.

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