Kaiser abre fábrica e anuncia expansão
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terça-feira, 18 de março de 1997
Giovani Ferreira, Correspondente em Ponta Grossa 
As Cervejarias Kaiser inauguram amanhã, em Ponta Grossa, a sua oitava unidade de produção de cerveja no Brasil. Durante a solenidade de inauguração a direção da Kaiser vai anunciar um plano de expansão da nova unidade. A principal novidade será a implantação da linha de produção de cerveja em lata. Atualmente a fábrica produz cerveja em garrafas de 600 mililitros.
Detalhes sobre o projeto e o volume de investimentos previstos na unidade serão conhecidos amanhã, quando o presidente da empresa, Antonio Carlos Ribeiro da Silva, falará sobre o assunto. Hoje a fábrica de Ponta Grossa representa investimentos da ordem de US$ 105 milhões e gera aproximadamente 250 empregos diretos. O plano de expansão deve atingir principalmente a linha de produção.
Apesar de a inauguração oficial acontecer somente amanhã, a unidade de Ponta Grossa começou a produzir e distribuir cerveja em outubro do ano passado. Com um potencial de produção na ordem de 23 milhões de litros/mês, hoje a fábrica opera com aproximadamente 65% de sua capacidade total e distribui cerveja para todo o Paraná e parte de Santa Catarina.
Praticamente toda cerveja Kaiser produzida em Ponta Grossa tem mercado garantido dentro do Paraná. João Roberto Arizono, gerente geral da Kaiser em Ponta Grossa, disse que cerca de 90% da produção da fábrica é consumida no próprio Estado. Antes da entrada em operação da unidade de Ponta Grossa, a Kaiser consumida no município vinha do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Segundo Arizono, até o próximo verão a fábrica deve estar operando com sua capacidade total de produção. Dependendo do comportamento do mercado, isso pode ocorrer até antes da temporada de verão, admitiu.
Depois da instalação da fábrica em Ponta Grossa, a Kaiser passou a ser a cerveja mais vendida no município. De acordo com números do Instituto Nielsen, em pesquisa divulgada em dezembro do ano passado, a Kaiser detém 32,1% do mercado consumidor de Ponta Grossa, contra 28,5% da Skol e 17,1% da Antarctica.


