Curitiba - Fazer estágio desde o primeiro ano da faculdade, dominar vários idiomas, fazer cursos de pós gradução, morar no exterior, ter espírito empreendedor, buscar diferenciais. Essas são algumas preocupações levantadas por jovens, com idade entre 21 e 26 anos, que estão começando suas carreiras como empresários e que participaram, ontem, do 1º Fórum da Liberdade do Paraná.
''Em 98, quando comecei a faculdade já fui fazer estágio. Sempre acreditei na prática com a teoria, e deu certo'', diz Vicente Perrone, 26 anos, que trabalha na ThyssenKrupp Elevadores, em Porto Alegre. Formado em engenharia civil, antes de entrar na empresa atual, passou por outros empregos até que optou por uma atuação voltada para a área administrativa da profissão. Hoje, faz pós-graduação em gestão empresarial.
Para Perrone, estágios e 'trainees' são bastante valorizados na hora de obter uma vaga no mercado de trabalho afirma.''Não existe uma competição tão grande. Todo mundo está no mesmo barco'', diz. Mesmo assim, ele acredita que, atualmente, ''saber português, inglês e espanhol não é mais um diferencial, mas um pré-requisito''.
Perrone também é diretor de Formação do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), um dos organizadores do evento, que também contou com a participação da Federação da Indústria do Paraná (Fiep), e foi realizado este ano pela primeira vez fora do Rio Grande do Sul. Com o tema ''Brasil: como posso fazer a diferença?'', o encontro reuniu cerca de 300 jovens empresários em Curitiba.
Michael Sopper, 22 anos, também de Porto Alegre, é formado em Administração de Empresas e trabalha em uma construtora e incorporadora da família. Assim que completou 16 anos começou a trabalhar na empresa do pai dele. ''Fui servente de obras, auxiliar de engenheiro, passei para o escritório, onde comecei como office-boy e passei por todos os setores, financeiro, comercial, contabilidade'', diz Sopper. Ele optou por uma área diferente da do pai, que é engenheiro civil. ''Foquei minha atuação na área comercial e de novos negócios'', diz.
O histórico dentro da empresa, conta, facilitou seu entrosamento com os demais funcionários da empresa, principalmente com empregados mais velhos, que viam nele uma ameaça a seus cargos. ''No começo eles me viam como um guri de 18 anos se aventurando entre pessoas mais velhas. Hoje elas sabem que também não foi simples para mim, que eu tive que me capacitar para subir cada cargo na empresa'', diz.

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