Justiça vai interrogar sobre 'sumiço' de soja
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de julho de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Justiça de Paranaguá vai interrogar as cinco pessoas apontadas pelo Ministério Público (MP), de envolvimento do ''sumiço'' de duas mil toneladas de soja no Porto de Paranaguá. O inquérito enviado pelo MP já foi transformado em processo criminal e a primeira audiência foi marcada para o dia 26 agosto. Para o MP, houve estelionato com a soja, fato ocorrido em 2003.
Serão ouvidos na 2 Vara Criminal de Paranaguá os empresários Noli Osvaldo Rocha Cordeiro, da agência marítima Uninave; Luiz Arnaldo Escomassão, também sócio da empresa; Edson José Alves, autônomo, prestador de serviços à Uninave; Valdir Neves, chefe de operações do Porto de Paranaguá; e Adalberto César Ignácio, sócio da empresa Nave Cereale Exportações e Importações Ltda.
Conforme empresários de Paranaguá que se mantiveram em off, era comum as empresas operarem ''a descoberto'', ou seja, quando não tinham o carregamento suficiente para o embarque nos navios, recorriam à mercadorias de outras empresas para repor o estoque posterioremente.
No caso da Uninave, a mercadoria foi retirada do silo público e não foi reposta. O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Eduardo Requião registrou queixa da falta da mercadoria na delegacia de polícia civil da cidade, que iniciou as apurações. As duas empresas, Uninave e Nave Cereale foram fechadas em Paranaguá.
O advogado dos empresários da Uninave, Michel Saliba, está fora da cidade e não pode se pronunciar. O funcionário do porto, Valdir Neves, e o empresário Adalberto Ignácio não foram encontrados pela Folha.


