O juiz substituto Délcio Miranda Rosa, da 4 Vara Criminal, revogou a prisão temporária do empresário Ciro Renato Santana Araújo, dono da distribuidora Camacuã, com sede em Guarapuava. A prisão havia sido solicitada pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) que investiga possível envolvimento de empresários do setor de combustíveis com sonegação fiscal, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.
De acordo com o promotor Leonir Batisti, a Justiça revogou a prisão em razão das investigações já estarem bastante adiantadas, inclusive com oferecimento de denúncia. ''Os pedidos de prisões temporárias foram feitos para garantir as investigações'', afirmou Batisti. Sete empresários londrinenses permaneceram nove dias na Casa de Custódia de Londrina. Quatro deles foram denunciados por formação de quadrilha.
O promotor Jorge Fernando Barreto Costa disse que aguarda documentos da Receita Estadual, hoje, para dar início às investigações. 'Dependemos de alguns documentos para comprovarmos as irregularidades'', informou. Dados repassados à PIC pela Receita Estadual apontam que no período de seis meses a Camacuã, que está sob regime especial do Estado, comprou 35 milhões de litros de álcool, dos quais ela deveria recolher mais de R$ 6 milhões de ICMS. Porém, só recolheu R$ 2,2 milhões.

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